Publicado em: 20/02/2026 às 11:35hs
Os portos e terminais da região Norte do Brasil registraram o maior crescimento percentual entre as regiões do país em 2025, segundo o Painel Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários. A movimentação de cargas na região atingiu 163,3 milhões de toneladas, um aumento de 10,33% em comparação a 2024, superando com folga a média nacional, que ficou em cerca de 6,1%.
Esse desempenho evidencia a consolidação do “Arco Norte” como uma rota logística competitiva para o escoamento da produção brasileira, aliviando a pressão sobre os portos tradicionais do Sul e Sudeste e contribuindo para a redução do chamado Custo Brasil no transporte de commodities.
Os grãos foram os maiores responsáveis pelo aumento do fluxo de cargas na região. A soja representou cerca de 30% do volume movimentado, com 48,6 milhões de toneladas, crescimento de 19,24% em relação a 2024. O milho também teve desempenho positivo, alcançando 34,4 milhões de toneladas e alta de 6,26%.
Juntos, esses dois produtos corresponderam a mais da metade de toda a movimentação nos portos do Norte — um reflexo da maior integração logística e da crescente participação da região no escoamento das safras agrícolas brasileiras.
Além das commodities agrícolas, a movimentação de cargas em contêineres no Norte apresentou forte expansão de 15,28%, totalizando 12,1 milhões de toneladas. Esse modal é utilizado para transportar produtos de maior valor agregado, como eletroeletrônicos, bens de consumo e insumos, o que sinaliza um crescimento da produção industrial e do comércio regional.
Outro indicador de aquecimento econômico é o aumento de 15,49% na movimentação de petróleo e derivados, chegando a 13 milhões de toneladas, essencial para abastecer a demanda energética das cadeias produtivas locais e a frota de transporte da região.
O crescimento nos portos do Norte foi acompanhado por avanços significativos em diferentes instalações portuárias. Entre os complexos portuários, o porto público de Santarém (PA) registrou um salto de 13,24%, movimentando 18,5 milhões de toneladas, enquanto o porto de Vila do Conde (PA) teve alta de 5,71% com 21,3 milhões de toneladas.
No segmento privado, o Terminal Graneleiro Hermasa foi um dos destaques nacionais, com expansão de 29,9% e volume movimentado de 12,2 milhões de toneladas, reforçando a importância de parcerias entre setor público e iniciativa privada para ampliar a capacidade operacional e atrair novos investimentos logísticos.
Representantes do governo federal destacaram a importância desse desempenho para a inserção global da logística brasileira. Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o crescimento superior a 10% enfatiza que o Norte não é apenas uma alternativa logística, mas uma nova fronteira de eficiência para o Brasil, atraindo negócios, empregos e desenvolvimento econômico à região amazônica.
Já o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, ressaltou que a sinergia entre poder público e iniciativa privada é essencial para manter esse ritmo de expansão, modernizar a infraestrutura e integrar definitivamente a região ao circuito econômico global.
Em 2025, os portos brasileiros movimentaram um total de cerca de 1,4 bilhão de toneladas de cargas, conforme balanço anual da Antaq, o que representa crescimento de 6,1% em relação a 2024.
Dentro desse total, a participação dos portos da região Norte foi relevante para aumento do fluxo de soja e milho exportados pelo Arco Norte, demonstrando que a estratégia de fortalecimento dessa rota está contribuindo para melhorar a competitividade logística do país no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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