Publicado em: 28/05/2026 às 09:30hs
As exportações do Chile para o Brasil seguem em expansão no início de 2026, com destaque para o desempenho de salmão, vinhos e frutas frescas, que lideram a pauta de embarques no período de janeiro a abril.
Segundo dados do ProChile, instituição vinculada ao Ministério das Relações Exteriores responsável pela promoção comercial do país, as exportações chilenas para o mercado brasileiro totalizaram US$ 897 milhões no acumulado do período, reforçando o Brasil como um dos principais destinos estratégicos da América Latina.
O Brasil ocupa a quinta posição entre os principais mercados de destino das exportações do Chile, atrás de China, Estados Unidos, Japão e Índia.
No período analisado, o país respondeu por 4,72% do total exportado pelo Chile, evidenciando a relevância crescente da relação comercial entre os dois países, especialmente no segmento de alimentos e bebidas de maior valor agregado.
Durante a APAS Show 2026, realizada em São Paulo, uma delegação com 22 empresas exportadoras chilenas apresentou ao mercado brasileiro uma ampla oferta de produtos premium, incluindo frutas, vinhos, azeites, pescados, queijos e bebidas tradicionais como pisco e cervejas.
O salmão e a truta seguem como os principais produtos exportados do Chile para o Brasil, com embarques de US$ 359 milhões entre janeiro e abril de 2026.
O segmento representa 40,03% do total exportado ao país e registrou crescimento de 3,6% no período.
Somando toda a cadeia de pesca e aquicultura, o volume chegou a US$ 365 milhões, alta de 3,3% na comparação anual, consolidando o Chile como um dos principais fornecedores globais de pescado para o mercado brasileiro.
O setor de vinhos também apresentou forte desempenho no início de 2026, com exportações de US$ 64 milhões, crescimento de 17,6% no período.
Entre os destaques estão:
O avanço reforça a estratégia chilena de ampliar a presença de rótulos premium no mercado brasileiro, com foco em maior valor agregado e diversificação de consumidores.
As exportações de frutas frescas do Chile para o Brasil somaram mais de US$ 56 milhões entre janeiro e abril de 2026, com destaque para o crescimento em diferentes categorias.
Entre os principais desempenhos estão:
Apesar do avanço em segmentos específicos, as exportações agrícolas totais registraram leve queda de 0,9%, somando US$ 123 milhões no período.
No agregado, os embarques de agroalimentos — que incluem produtos de origem animal e vegetal — totalizaram US$ 557 milhões entre janeiro e abril, o equivalente a 61,53% das exportações chilenas ao Brasil no período.
Em 2025, essa categoria já havia superado US$ 1,53 bilhão, representando 57,37% do total exportado ao mercado brasileiro, o que evidencia o crescimento da participação de alimentos e bebidas na pauta comercial.
O diretor do ProChile no Brasil, Hugo Corales, destaca que o fluxo comercial entre os países permanece sólido, com exportações chilenas em torno de US$ 4,6 bilhões, enquanto as importações vindas do Brasil variam entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões.
O cenário reforça o potencial de expansão da corrente de comércio, especialmente em produtos de maior valor agregado e nichos premium.
Segundo Corales, fatores como acordos comerciais, logística aérea eficiente e proximidade geográfica — com voos de cerca de quatro horas entre os países — tornam o Chile um parceiro estratégico para o mercado brasileiro.
A estratégia chilena para o mercado brasileiro também envolve a ampliação da presença para além dos grandes centros consumidores, como São Paulo e Rio de Janeiro, com foco crescente em regiões como o Nordeste, impulsionado pelo turismo e pela diversificação do consumo.
O movimento reforça a tendência de fortalecimento do comércio agroalimentar entre Brasil e Chile, com destaque para produtos premium e de maior valor agregado, especialmente em pescados, vinhos e frutas frescas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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