Logística e Transporte

Exportação de grãos bate recorde em volume, mas receita mantém queda

Os portos brasileiros nunca estiveram tão ativos no segundo semestre como neste ano. A soja, cujas exportações normalmente diminuem no segundo semestre, atingiu volume recorde de julho a outubro. O mesmo ocorre com o milho, cujo período mais forte de exportação é no segundo semestre


Publicado em: 04/11/2015 às 11:50hs

Exportação de grãos bate recorde em volume, mas receita mantém queda

Com os dados divulgados ontem, terça-feira (3) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), e referentes a outubro, saíram 19,9 milhões de toneladas da oleaginosa em grãos pelos portos nos últimos quatro meses. Esse volume é 36% superior ao de julho a outubro do ano passado.

Seguindo a tendência normal de todos os anos, quando boa parte da safrinha de milho é exportada neste período, as vendas externas de milho também estão aceleradas.

De julho a outubro, o país colocou 12,6 milhões de toneladas do cereal no exterior, um recorde para o período.

O volume destes quatro últimos meses supera em 41% o de igual período de 2014, segundo dados da Secex.

Embora o ritmo das exportações seja intenso, as receitas desses dois produtos não avançaram muito, devido ao forte recuo dos preços no mercado internacional.

O preço médio da tonelada de soja, que foi de US$ 509 nas exportações brasileiras de julho a outubro do ano passado, recuou para US$ 372 neste ano, queda de 27%.

Embora com queda menor, o milho também perde preço no mercado externo. Com isso, as exportações brasileiras do cereal foram feitas, em média, a US$ 168 por tonelada, 11% menos do que em igual período do ano passado.

O Brasil se beneficia do dólar elevado, que torna o produto norte-americano -um dos principais concorrentes do Brasil nesse setor- mais caro, enquanto o brasileiro fica mais competitivo.

Volume maior, mas preços menores, fez com que apenas milho, celulose e óleo de soja obtivessem mais receitas no acumulado deste ano do que de janeiro a outubro do ano passado.

A celulose é um dos fiéis da balança comercial neste ano. Demanda forte, presença marcante do Brasil no exterior e preços em alta fazem com que o país já acumule US$ 4,6 bilhões de receitas neste ano, 6% mais do quem em 2014.

Já as receitas acumuladas com milho subiram para US$ 3,1 bilhões, 15% mais; as com óleo de soja aumentaram para US$ 880 milhões, 3% mais.

Apesar dessa queda no acumulado do ano, o mês de outubro registra uma situação melhor do que o de setembro.

Entre os 16 principais produtos do agronegócio relacionados na balança comercial, 10 obtiveram mais receitas no mês passado.

Fonte: Folha de S. Paulo

◄ Leia outras notícias
/* */ --