Logística e Transporte

Escoamento da produção garante renda ao produtor

Por meio dela, é possível financiar veículos de carga que vão ajudar o produtor na hora de vender a produção


Publicado em: 02/08/2016 às 19:30hs

Escoamento da produção garante renda ao produtor

Um desafio dos agricultores familiares que cultivam fumo e resolvem diversificar é o escoamento da produção. Como grande parte deles vive em áreas distantes dos mercados, é preciso formas de escoamento para evitar prejuízo com produtos perecíveis. Para resolver este problema eles contam com o apoio da linha de crédito Mais Alimentos, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Por meio dela, é possível financiar veículos de carga que vão ajudar o produtor na hora de vender a produção.

Foi o que fez o agricultor familiar Gilmar Cognacco, de 49 anos, que desde 2004 resolveu deixar o cultivo de fumo para produzir alimentos orgânicos. “No início, não sabíamos produzir alimentos e nem mesmo tínhamos assistência técnica”, conta. “Levamos umas cabeçadas no primeiro ano, a produção era ruim. Mas essa realidade mudou para melhor e a renda agora é o dobro do que conseguíamos com o fumo”, destaca ao falar que na época em que resolveu diversificar, recebeu orientações e assistência técnica do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro-SC).

Gilmar e a esposa, Lúcia Cognacco, de 39 anos, são filhos de ex-plantadores de fumo. Hoje, o casal mantém uma produção altamente diversificada em um sítio de 40 hectares na zona rural do município de Leoberto Leal (SC). Em 2010, para facilitar o escoamento da produção, Gilmar financiou pelo Pronaf Mais Alimentos um caminhão no valor de R$ 93 mil, com 2% de juros ao ano. Ele ainda acessou mais dois financiamentos pelo Pronaf Custeio para comprar o baú do caminhão, para comercializar a produção dele e de vizinhos em feiras da região.

Com o caminhão, o ex-fumicultor garante mais uma opção de renda com a venda de alimentos para o Programa de Aquisição de alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ambos coordenados pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

Mais renda

O PAA e o PNAE apoiam os agricultores que querem diversificar suas atividades produtivas e renda. Por meio deles, o Governo Federal compra parte do que é produzido pelos agricultores familiares, garantindo mais uma opção de renda. Os alimentos comprados são destinados à alimentação escolar e contribuem para a formação de estoques públicos. Os dois programas são fundamentais para Gilmar Cognacco.

Há mais de dois anos, ele entrega semanalmente cerca de 500 kg de alimentos para o PAA e mais 150 kg de alimentos para o PNAE, o que lhe garante lucro mensal de R$ 2 mil. Entre os produtos cultivados estão cenoura, batata, beterraba, uva, limão, banana, laranja, brócolis e couve-flor. O agricultor familiar está satisfeito com o resultado. “Com o fumo, eu plantava de 15 a 20 hectares de terra, hoje planto apenas em 10% da minha área (40 hectares) e tenho renda garantida toda semana”, comemora.

Qualidade de vida

Foi em 2004 que a família Cognacco iniciou o processo de transição da cultura do fumo para a produção de alimentos orgânicos. Nesse processo, contou com a ajuda de um técnico vinculado ao Centro de Estudos da Agricultura Familiar em Grupo (Cepagro) e apoio do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com o Tabaco da Secretaria da Agricultura Familiar da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

Com o cultivo de alimentos, as horas de trabalho foram reduzidas. “Não dá nem para comparar. A gente ia dormir duas, três horas da madrugada, e no outro dia cedinho tinha que estar na roça de novo”, conta Gilmar. “Agora, tem muitos anos que, o que que a gente quiser, dá para pegar a gurizada e visitar os avós, ou passear no parque. É bem diferente”, completa.

Toda a propriedade de Gilmar Cognacco é tratada com biofertilizantes homeopáticos, o que propicia o manejo agroecológico da área e garante a preservação da saúde da família. Hoje, ele cultiva uvas em três hectares; em mais 4 hectares, as hortaliças; e 5 hectares são destinados à fruticultura como o pêssego, laranja, ameixa e maracujá.

Nos caminhos entre os parreirais, planta batata, rabanete, cebola, entre outros alimentos. Além disso, a família cria vacas em um pasto rotacional a piquete, que garante, em média, 15 litros de leite por dia. Com o leite, a família fabrica queijo, que é vendido nas feiras da região.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social MDA

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