Logística e Transporte

Eliminação dos principais gargalos logísticos é prioridade

Para especialista, baixa performance da cadeia logística de transporte está prejudicando o comércio exterior brasileiro


Publicado em: 27/08/2015 às 18:10hs

Eliminação dos principais gargalos logísticos é prioridade

“A eliminação dos principais gargalos – burocráticos, regulatórios e infraestruturais – é a grande prioridade, pois a baixa performance da cadeia logística de transporte está prejudicando o comércio exterior brasileiro”. Essa é a opinião do diretor da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários), Wilen Manteli.

Em um cenário atual caótico, onde empresários esperam novas concessões para investir no País, a infraestrutura precária dificulta a estrutura logística brasileira. O recente aumento do preço do combustível foi apenas o estopim para um problema estrutural que já se arrasta há anos e atrasa a estrutura logística do país. Para que a logística brasileira volte a se desenvolver e ganhar mais competitividade, Manteli explica que o governo federal precisa sinalizar de forma inequívoca sua intenção de respeitar direitos adquiridos, regularizando a situação dos terminais portuários com contratos anteriores a 1993 e afastando de uma vez por todas a insegurança jurídica nesse segmento. “Esta e outras medidas, elencadas no documento “Propostas da ABTP para o Setor Portuário”, certamente contribuirão para que os programas de expansão e modernização da infraestrutura de transportes se concretizem com maior rapidez”, explica.

Para ele, investimentos privados, sejam nacionais ou estrangeiros, ajudam na medida em que avolumam a injeção de recursos na atividade portuária e introduzem padrões de produtividade e eficiência na gestão dos empreendimentos muito superiores aos dos empreendimentos públicos.

De acordo com relatório publicado pela ANTC (Agência Nacional de Transporte de Carga), os últimos reajustes, principalmente o do diesel, provocaram uma defasagem de 14,11% do custo do frete de carga.

Do alimento que chega à mesa do brasileiro até a commodity exportada ou usada como ração para produção local de carnes, mais de 60% da mercadoria que transita no Brasil passa por 1,2 milhão de quilômetros de rodovias. No entanto, com apenas 200 mil quilômetros de estradas pavimentadas, a infraestrutura se torna em um dos maiores vilões do custo do transporte de carga do país. Entre as ações necessárias para o crescimento econômico do País, estão investimentos nas rodovias, portos e aeroportos.

Em meio ao crescimento econômico decepcionante de vários países, o aumento do investimento público em energia, estradas, abastecimento de água e portos seria uma forma de estimular a atividade e gerar emprego. Um aumento do investimento em infraestrutura é crucial para a transição da economia mundial para um nível maior de expansão.

Fonte: Guia Marítimo

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