Logística e Transporte

Crise pode ser oportunidade para o setor ferroviário

Para executivo da Brado, na crise a busca é por redução de custos e a logística tem um peso importante


Publicado em: 17/08/2015 às 18:00hs

Crise pode ser oportunidade para o setor ferroviário

“Hoje, o transporte de contêineres por ferrovia apresenta uma redução de custos em cerca de 15%, quando comparado ao transporte rodoviário”. A opinião é do diretor comercial da Brado, Angelo Baptista. Segundo ele, nesse momento de crise todos buscam redução de custos, e a logística tem um peso importante.

Além da crise, o novo pacote de concessões anunciado pelo Governo Federal, também trouxe respiro e oportunidades para o setor. Do valor estimado em R$ 198,4 bilhões, a serem realizados até o final de 2018, a maior fatia foi destinada às ferrovias: R$ 86,4 bilhões. Para o executivo o setor ferroviário está crescendo, mas pode crescer mais. “Em 2014 avançamos 13% em relação a 2013 em volume de contêineres transportados e no primeiro semestre de 2015 crescemos 14% comparado ao mesmo período anterior”, ressalta.

Baptista explica, que quando o assunto são gargalos de infraestrutura, os principais portos do país já identificaram a ferrovia como uma solução para esse tipo de problema. Segundo ele, desde o fim do ano passado, a empresa passou a fazer o transporte de celulose em contêiner para os portos de Santos e Paranaguá. Normalmente esse tipo de produto é transportado a granel. Um dos fortes da ferrovia é a movimentação de cargas “frigorificadas”, que exigem contêiner especiais para transportar especialmente carnes.

“O nosso trabalho é garantir que a carga chegue no porto dentro do prazo e da temperatura ideal. Para isso, contamos com diversos terminais estrategicamente localizados para manter a carga refrigerada, uma equipe de qualidade que garante a condução da entrega e um CCO (Centro de Controle Operacional) que juntos, entregam um alto nível de serviço e segurança para o transportador”, explica.

Sobre 2015, o diretor comercial, define o ano como muito bom, principalmente se levarmos em conta a recessão econômica que o país enfrenta. “Crescemos 14% no primeiro semestre em volume de contêineres em relação ao mesmo período do ano passado. Alguns projetos que estavam incertos, agora estão em andamento e temos uma previsão de melhora no segundo semestre”, finaliza.

Fonte: Guia Marítimo

◄ Leia outras notícias
/* */ --