Caminhoneiros cobram reajuste de diesel até duas vezes por ano e reforçam intenção de parar dia 1º
O presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, afirma que a greve dos caminhoneiros prevista para 1º de fevereiro poderá ser maior do que a de 2018, no governo de Michel Temer
Publicado em: 19/01/2021 às 11:05hs
Segundo Stringasci, a alta do preço do diesel é o principal motivo. “É o principal ponto, porque o sócio majoritário do transporte nacional rodoviário é o combustível (50% a 60% do valor da viagem). Queremos uma mudança na política de preço dos combustíveis”, informa.
Desde 2016, a Petrobras adota o Preço de Paridade de Importação (PPI) para reajustar os combustíveis no país. Na época, os reajustes eram praticamente diários, seguindo a flutuação do mercado internacional, mas agora não tem prazo determinado.
“A Petrobras não foi criada para gerar riqueza para meia dúzia, a Petrobras é nossa e tem que ajudar o povo brasileiro e o Brasil (…) Queremos preços nacionais para os combustíveis, com reajuste a cada seis meses ou um ano. Essa é uma das maiores lutas nossas desde 2018, e até antes, e até hoje”, destaca.
Outras reivindicações são o preço mínimo de frete, parado no Supremo Tribunal Federal (STF), após um recurso do agronegócio, e a implantação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), duas medidas criadas após a greve de 2018.
A ANTB integra o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), que na semana passada já alertou para a possibilidade de uma paralisação nacional.
Fonte: Estadão Conteúdo
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