Logística e Transporte

Brasil e Peru trabalham para construir ferrovia bioceânica

Ela se tornaria a principal estrada transcontinental da América do Sul, abrindo saída pelo Oceano Pacífico até os mercados asiáticos


Publicado em: 01/09/2015 às 17:30hs

Brasil e Peru trabalham para construir ferrovia bioceânica

Os governos brasileiro e peruano trabalham no projeto de construir uma ferrovia que conecta os dois países sul-americanos, criando uma conexão de trilhos entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A obra será para a construção de cerca de 1.400 quilômetros, apenas no território peruano. O projeto vem atraindo a atenção de grandes grupos de investidores e também da China. A ferrovia se tornaria a principal estrada transcontinental da América do Sul e abriria uma saída pelo Oceano Pacífico até os mercados asiáticos.

Para o Brasil, que estima aportar R$ 40 bilhões para o trecho nacional do empreendimento, o investimento é considerado estratégico para o escoamento de produção agrícola do Centro-Oeste. Na avaliação do presidente da Sociedade de Engenheiros do Peru, Gustavo Saavedra, com esse projeto, o Brasil poderá exportar para a Ásia grande parte da sua produção de soja e importar todo tipo de produtos industrializados e bens de consumo. “E o Peru teria garantido um fluxo constante de carga, tanto na rota do Pacífico como do Atlântico. Seria o principal eixo de ligação entre os dois países”, avalia.

O Grande Canal Interoceânico da Nicarágua, previsto para ser construído nos próximos cinco anos, já é considerado uma das maiores obras da história da humanidade e ligará o Mar do Caribe, portanto o Oceano Atlântico, ao Pacífico, através da Nicarágua, na América Central. Do ponto de vista geopolítico, o Canal da Nicarágua retirará dos Estados Unidos o controle do comércio na região, hoje operado através do Canal do Panamá. O governo nicaraguense espera da empreitada um salto no desenvolvimento do País e aposta sobretudo na cooperação Sul-Sul, sem que haja restrição a quaisquer países, para garantir o sucesso da nova via de comércio.

Fonte: Guia Marítimo

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