Logística e Transporte

Brasil e China avançam em protocolo para exportação de miúdos suínos e reforçam parceria no agronegócio

Acordo sanitário entre Mapa e GACC amplia oportunidades para a carne suína brasileira e fortalece relação estratégica entre os dois países


Publicado em: 20/05/2026 às 11:45hs

Brasil e China avançam em protocolo para exportação de miúdos suínos e reforçam parceria no agronegócio

O Brasil e a China deram mais um passo importante para ampliar o comércio agropecuário bilateral. Durante reunião realizada nesta terça-feira (19), em Pequim, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun, confirmaram avanços técnicos no protocolo revisado para exportação de carne suína brasileira, incluindo miúdos suínos.

O encontro integrou a agenda oficial da missão brasileira à China e teve como foco o fortalecimento das relações comerciais, a cooperação sanitária e a ampliação do intercâmbio agropecuário entre os dois países.

Durante a reunião, o ministro André de Paula destacou o compromisso do Brasil em manter sua posição como fornecedor estratégico de alimentos para o mercado chinês.

Segundo o ministro, o país seguirá atuando como parceiro confiável no fornecimento de alimentos seguros, competitivos e produzidos sob rígidos padrões sanitários e ambientais. Ele também ressaltou a importância da China para o abastecimento de insumos essenciais ao agronegócio brasileiro.

A ministra Sun Meijun reforçou a relevância do comércio agroalimentar entre os países e destacou a evolução da cooperação técnica construída nos últimos anos entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a GACC.

De acordo com a representante chinesa, em 2025 a China importou cerca de US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas brasileiros, volume que representa aproximadamente metade do comércio bilateral entre os dois países.

Protocolo sanitário abre caminho para novos negócios

As delegações avançaram nos entendimentos técnicos sobre requisitos sanitários e quarentenários para exportação de carne suína e subprodutos brasileiros ao mercado chinês.

Brasil e China confirmaram os termos técnicos do protocolo revisado, cuja formalização deverá ocorrer nos próximos meses. Após essa etapa, o Ministério da Agricultura poderá orientar frigoríficos e empresas brasileiras sobre os procedimentos necessários para habilitação das exportações.

Do lado chinês, a GACC seguirá com os trâmites internos para viabilizar oficialmente o comércio dos produtos.

Ao final do encontro, André de Paula afirmou que o avanço representa uma conquista estratégica para ambos os países.

Segundo ele, a inclusão dos miúdos suínos no protocolo reforça o elevado nível de confiança entre Brasil e China e demonstra a maturidade da cooperação técnico-sanitária construída ao longo dos últimos anos.

China amplia espaço para produtos agropecuários brasileiros

Durante a reunião, a ministra Sun Meijun também destacou que, apesar da força da agricultura chinesa, o país segue aberto à importação de produtos estrangeiros de qualidade, especialmente alimentos.

Ela relembrou ainda os acordos firmados durante visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, incluindo protocolos fitossanitários voltados à ampliação das exportações brasileiras de carne de aves, farelo de amendoim e derivados do etanol de milho.

Além disso, os governos mantêm cooperação em áreas como agricultura familiar, mecanização agrícola e inovação tecnológica no campo.

Frigoríficos brasileiros retomam habilitação para exportação

Outro anúncio importante da agenda bilateral foi o retorno das habilitações de três estabelecimentos brasileiros de carne bovina que estavam suspensos pelas autoridades chinesas.

As autoridades também confirmaram o início da certificação eletrônica para produtos cárneos a partir do próximo mês, medida que deve aumentar a agilidade dos processos sanitários e reduzir custos operacionais nas exportações.

O avanço nas negociações reforça a posição da China como principal destino do agronegócio brasileiro e amplia as perspectivas para o setor de proteínas animais do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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