Gestão

Workshop define ações conjuntas para Minas, Bahia e Espírito Santo no combate e prevenção às pragas na agricultura

Documento estabelecendo as diretrizes foi elaborado ao final de workshop realizado em Janaúba pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)


Publicado em: 10/11/2015 às 15:00hs

Workshop define ações conjuntas para Minas, Bahia e Espírito Santo no combate e prevenção às pragas na agricultura

A adoção de procedimentos uniformes e harmônicos entre Minas e estados vizinhos como a Bahia para o controle de algumas das pragas que atingem as lavouras, foi uma das proposições do documento elaborado ao final do I Workshop Mineiro sobre Defesa Sanitária Vegetal, realizado em Janaúba (MG) entre 27 e 29 de outubro. Nesse contexto, uma das ações poderá ser o controle a ser realizado durante, por exemplo, o vazio sanitário da soja, que ocorre simultaneamente entre julho e setembro nos dois estados e durante o qual fica proibido o plantio do grão, com o objetivo de prevenir e controlar a ferrugem asiática da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

“Caso os fiscais de Minas e Bahia verifiquem plantações vivas de soja nesse período na fronteira entre os dois estados, deverão comunicar aos órgãos para que sejam adotadas as devidas providências de erradicação destas plantações”, explica Nataniel Diniz Nogueira, gerente de Defesa Sanitária Vegetal do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão realizador do workshop. Para ele, “o evento foi uma oportunidade dos órgãos públicos e dos setores produtivos buscarem soluções para problemas comuns na área vegetal”.

O documento final do workshop prevê, entre outros, que a técnica chamada roguing , que consiste na eliminação de plantas doentes, deve ser uma prática comum e rotineira na Bahia, Espírito Santo e em Minas Gerais, quando relacionada às plantações de mamão. A medida deverá ser controlada pelo órgão estadual de defesa sanitária vegetal.

Treinamento

Ficou acertada também a realização de um treinamento para “pragueiros”, como são chamados os profissionais especializados em identificar pragas nas lavouras, como o vírus da meleira ou do mosaico, encontrados na cultura do mamão. Estes profissionais devem residir nas próprias regiões de ocorrência das pragas e seu trabalho terá o objetivo de identificar plantas infectadas. O documento final prevê, ainda, a implantação de um programa de monitoramento do bicudo do algodoeiro, afim de identificar o real impacto econômico do ataque dessa praga nas plantações no norte de Minas e Sudoeste da Bahia.

Nataniel Nogueira relata outras proposições acertadas ao final do evento, como a reunião a ser realizada entre técnicos do IMA e da Superintendência Federal de Agricultura em Minas (SFA-MG) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre a aplicação aérea de agrotóxico. Nesta reunião serão definidas as competências relacionadas à fiscalização por parte do IMA e do Mapa. O IMA também fará contato com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) afim de verificar se a entidade poderá acolher, nas suas centrais de recebimento, agrotóxicos apreendidos pela polícia.

Para a próxima edição do Workshop, a ser realizada no Sul de Minas, em 2016, será mantido na programação o tema “capacitação e habilitação profissional”, para atualização dos profissionais habilitados na emissão de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), documento que atesta que as plantações estejam livres de pragas.

O workshop contou com a participação de cerca de 80 pessoas entre produtores rurais, representantes do setor produtivo, servidores públicos do sistema da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), fiscais agropecuários da Bahia, Espírito Santo e do Mapa. Em pauta, 12 palestras abordando os impactos econômicos, sociais e ambientais do ataque de pragas na agricultura. A realização esteve a cargo do IMA, Seapa, Mapa e Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte). O evento contou com o apoio do Sebrae-MG, Sindicato dos Produtores Rurais de Janaúba e da Associação dos Compradores de Frutas do Norte de Minas (Frucom).

Fonte: Assessoria de Comunicação Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA

◄ Leia outras notícias
/* */ --