Publicado em: 01/04/2026 às 09:30hs
O Brasil concentra uma das maiores oportunidades globais de expansão agrícola sustentável ainda pouco explorada. Cerca de 28 milhões de hectares de pastagens degradadas têm potencial para conversão em áreas produtivas, o que pode gerar até R$ 904 bilhões em valorização fundiária e elevar em 52% a produção nacional de grãos sem necessidade de desmatamento, segundo relatório do Itaú BBA.
Dados da Embrapa apontam que mais da metade das pastagens brasileiras apresenta algum grau de degradação, grande parte recuperável com tecnologias já disponíveis, reforçando o potencial econômico e ambiental da agenda.
Apesar do enorme potencial, o avanço da recuperação de pastagens enfrenta barreiras financeiras. Segundo a Climate Policy Initiative (CPI) Brasil, menos de 2% do financiamento climático no país é direcionado ao uso da terra, evidenciando o descompasso entre oportunidade e recursos disponíveis.
Para viabilizar projetos de recuperação, plataformas como a Arara Seed, especializada em equity crowdfunding para o agro, estudam lançar uma nova vertical voltada a terras agrícolas. A iniciativa busca financiar, por meio de investimento coletivo, não apenas startups, mas também a restauração de áreas degradadas.
“O Brasil já conta com tecnologias acessíveis para transformar áreas improdutivas em sistemas agrícolas de alta performance, com rastreabilidade, retorno financeiro e impacto positivo”, afirma Henrique Galvani, CEO da Arara Seed.
Transformar os 28 milhões de hectares exige investimentos entre R$ 188 bilhões e R$ 482 bilhões, dependendo do grau de degradação e infraestrutura disponível, segundo o relatório do Itaú BBA.
A Embrapa estima que 57% das pastagens brasileiras apresentam algum nível de degradação, sendo mais da metade recuperável com tecnologias já existentes. No entanto, produtores de médio porte enfrentam dificuldade de acesso a linhas de crédito compatíveis com o ciclo de retorno, geralmente de 3 a 5 safras.
Dados do MAPA, dentro do Plano ABC+, mostram que em 2022 apenas R$ 3,5 bilhões foram direcionados para tecnologias de recuperação via crédito rural, muito abaixo da demanda real do setor.
Para destravar essa agenda, novos mecanismos de financiamento têm se mostrado essenciais, incluindo:
Plataformas como a Arara Seed democratizam o acesso a investimentos em agricultura regenerativa, permitindo que investidores individuais participem da transformação de terras degradadas em ativos produtivos de alto valor e baixo carbono.
“Com o mercado global cada vez mais exigente quanto à origem e impacto ambiental dos alimentos, transformar terras degradadas em ativos produtivos é uma das estratégias mais inteligentes para o futuro do agro e do planeta”, conclui Henrique Galvani.
Fonte: Portal do Agronegócio
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