Gestão

Suinocultor paranaense alia sustentabilidade e retorno econômico ao investir no reaproveitamento dos dejetos animais

Há oito anos, o produtor rural Edison Schneider e sua família resolveram instalar um biodigestor para aproveitar os dejetos da suinocultura na granja Palmital, em Marechal Cândido Rondon, no oeste paranaense


Publicado em: 13/01/2016 às 09:45hs

Suinocultor paranaense alia sustentabilidade e retorno econômico ao investir no reaproveitamento dos dejetos animais

Na época, pegou um financiamento em uma cooperativa de crédito com juros de 3,5% ao ano e prazo de oito anos para pagar. Segundo o suinocultor, o retorno com o investimento veio já no terceiro ano de funcionamento do biodigestor, devido à economia com energia térmica (o biogás é utilizado na secagem de grãos e no aquecimento dos leitões na creche) e à redução dos custos com fertilizantes químicos nas lavouras de milho e soja. “A implantação desse sistema beneficiou muito a minha realidade. Seguimos corretamente a legislação e estamos adequados naquilo que a suinocultura exige”, destaca.

Ao reaproveitar os dejetos animais, o produtor alterou a realidade da granja tanto economicamente quanto sob a ótica da sustentabilidade. “Dessa forma, conseguimos ficar adequados com às exigências ambientais, não poluímos e preservamos a natureza. Atualmente temos mais água, árvores e vertentes que cuidamos, não poluímos, esse é o grande retorno”, diz. Edison Schneider alerta aos produtores que a granja que não se adequar à legislação ambiental não poderá mais produzir. “Por isso que há oito anos já nos preocupávamos com os dejetos, onde colocar e de que forma trabalhar”, cita.

Schneider esteve presente no Fórum sobre Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono, realizado no mês passado em Marechal Cândido Rondon pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).  O produtor destaca que o Fórum complementa todo o trabalho que desenvolve na fazenda e ressalta alguns pontos positivos ao reaproveitar os dejetos dos animais. “No mês passado, tiramos 120 cargas de dejetos da lona e foi tudo para a lavoura. Atualmente, de 15 sacos de adubo químico necessários por hectare, passamos a usar somente 10. Considerando que são duas safras por ano, então o biodigestor se paga facilmente. Posso dizer que no sistema que implantamos, com 500 matrizes é possível pagar todo o investimento em três anos”, destaca.

Fonte: Projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono

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