Publicado em: 31/03/2016 às 16:45hs
Para isso, investirá nos próximos anos cerca de R$ 2 bilhões em assistência técnica em todo o País, especialmente para produtores que, hoje, não contam com as informações e práticas necessárias para diminuir os efeitos do aquecimento global.
“O Senar será outro com a assistência técnica, partimos do atendimento às pessoas para trabalhar com as propriedades. Vamos continuar aperfeiçoando e aumentando os níveis de formação profissional inicial, técnica e superior, e complementar com assistência técnica”, anunciou o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi.
O Senar atenderá, principalmente, o pequeno produtor rural, que ficou desassistido desde a extinção da Embrater na década de 90. Atualmente, o técnico que atende as propriedades é, em grande parte do País, aquele que vende os insumos. “A ideia é que se tenha uma equipe de técnicos que jogue no nosso time, um time fortalecido. Somos a única instituição que pode fazer, ao mesmo tempo, a assistência técnica e ofertar os cursos que o produtor e seus trabalhadores devem fazer para melhorar os resultados da propriedade”.
O conceito é o atendimento voltado à transferência de tecnologia com foco na gestão da propriedade com meritocracia, desta maneira o técnico de campo receberá de acordo com o resultado do trabalho dele na propriedade. O Senar treinou instrutores que já capacitaram técnicos de campo de 25 Estados, 18 já desenvolvem o modelo, atendendo em torno de 15 mil produtores rurais. A entidade credenciou outros instrutores que também estão capacitando profissionais que atuarão nas propriedades.
Ao destacar os novos compromissos do Senar, Zanluchi destacou que o setor agropecuário emprega hoje 23% da população, representando 25% do Produto Interno Bruto e mais de 46% das exportações brasileiras. Dos 5 milhões de produtores, somente 300 mil tem os recursos necessários para produzir com técnicas modernas.
O Senar treina mais de 2 milhões de produtores (cerca de 150 mil em SC), com 4 mil instrutores, todos os anos. O desafio é produzir eficientemente e sustentavelmente com técnicas que reduzam a emissão de carbono e que sejam adaptáveis às mudanças climáticas. A educação a distância do SENAR já alcança mais de 40 mil produtores, mas não está sendo ainda suficiente para atender a demanda que, em 5 anos, deve chegar a 500 mil produtores.
Os debates e as discussões para aperfeiçoar o sistema se darão no âmbito do Fórum Permanente (e itinerante) de Assistência Técnica e Gerencial.
Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional
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