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Seminário Sul Brasileiro do Leite: “Fraudes são exceção, não a regra”

Durante o Seminário Sulbrasileiro do Leite, que ocorreu na última sexta-feira (09), em Chapecó, ele falou sobre as três operações de leite adulterado deflagradas recentemente na região sul do Brasil


Publicado em: 15/10/2015 às 08:30hs

Seminário Sul Brasileiro do Leite: “Fraudes são exceção, não a regra”

Considerando a importância e a grandiosidade do setor lácteo, o promotor de justiça Fabiano Baldissarelli acredita que os casos de fraude são exceção e não regra. Durante o Seminário Sulbrasileiro do Leite, que ocorreu na última sexta-feira (09), em Chapecó, ele falou sobre as três operações de leite adulterado deflagradas recentemente na região sul do Brasil.

Baldissarelli demonstrou preocupação com a repercussão midiática das operações, pois apesar de serem isoladas, elas acabaram provocando uma mancha no setor. “Entendemos que é necessário corrigir essa impressão que ficou, pois toda a cadeia produtiva de leite tem o seu valor e importância. No entanto, quando divulgávamos os resultados das operações, sempre foi dado muito mais destaque para o negativo do que para as potencialidades do setor. A intenção era incentivar as boas práticas, estimular a qualidade, mas isso se perdeu no caminho. Não se pretendia causar danos, mas prevenir os problemas e responsabilizar os culpados”, comentou.

O promotor de justiça valorizou o trabalho de investigações do GAECO, destacando a independência dos servidores que o compõe. Esses profissionais dão expediente exclusivo ao órgão, sem precisar se reportar aos chefes imediatos de cada repartição pública, o que garante a isenção da atuação.

Durante a palestra, Baldissarelli citou os crimes que foram investigados e suas penalidades. As três operações resultaram em 69 pessoas denunciadas e 40 prisões. Entre as práticas ilegais identificadas estiveram a adição de água ou soro de queijo (para aumentar o volume e reduzir custos), soda cáustica (para mascarar a acidez e a contagem de bactérias), álcool etílico, sal ou açúcar.

Além disso, o promotor enfatizou que a preocupação com a qualidade do leite e a divulgação das irregularidades não podem se restringir ao sul do país. Ele defende a criação de uma força nacional para fazer a fiscalização, elevando o status da qualidade dos produtos lácteos e minimizando os problemas gerados em função das fraudes. “Somado a isso, a qualidade do leite do sul do Brasil também precisa ser destacada”, comentou.

Para combater as fraudes, Baldissarelli acredita que seja necessário aperfeiçoar as metodologias laboratoriais, profissionalizar o setor, exigir boas práticas e maior controle sanitário, rastrear o produto, coibir a comercialização de leite e derivados fora dos padrões e intensificar a fiscalização. Com ênfase, apontou a necessidade de aproximação da indústria com os produtores. “Mesmo que não haja a intenção de fraudar, a empresa não pode ser omissa no acompanhamento de todo o processo. Deve investir em treinamento, informação e qualidade do produto desde a origem”, recomenda.

SEMINÁRIO SULBRASILEIRO DO LEITE

O superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária, Jacir Massi,  expôs as mudanças que devem ocorrer no MAPA, a partir da reforma ministerial anunciada pela presidente Dilma na última semana e destacou a incorporação da Pesca à pasta, o que deverá trazer mais eficiência ao órgão. Justificou a ausência da Ministra Kátia Abreu no evento, em função da participação dela na reunião do BRICS.

O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Bovinocultura de Leite, da Câmara Federal, deputado Celso Maldaner ressaltou que falar da cadeia leiteira catarinense é falar de crescimento, expansão e comercialização. “Somos o Estado que mais cresceu nos últimos anos em produção e qualidade”. Sobre o evento, o deputado, lembrou da viabilização de recursos na ordem de R$ 163 mil, por meio de emenda parlamentar, em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul.

O Seminário Sulbrasileiro do Leite é uma promoção do Núcleo de Criadores de Bovinos de Chapecó, Associação Catarinense de Criadores de Bovinos (ACCB), Sindicato Rural de Chapecó e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) com apoio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Ministério da Agricultura, Sebrae, Epagri, Cidasc e Prefeitura de Chapecó.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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