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Selo Premium abre inscrições para azeites extravirgens do RS da safra 2026 e reforça padrão de qualidade

Certificação gaúcha exige acidez máxima de 0,3%, avalia origem das azeitonas e análise sensorial rigorosa; inscrições seguem até 30 de junho.


Publicado em: 24/06/2026 às 10:00hs

Selo Premium abre inscrições para azeites extravirgens do RS da safra 2026 e reforça padrão de qualidade

Certificação busca destacar azeites superpremium do Rio Grande do Sul

Produtores de azeite extravirgem do Rio Grande do Sul já podem inscrever, até 30 de junho, lotes da safra 2026 no Selo Premium Origem e Qualidade RS. O programa certifica produtos com base em critérios técnicos rigorosos, incluindo procedência, análises físico-químicas e avaliação sensorial.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sict), em parceria com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). Os lotes aprovados poderão utilizar o selo nas embalagens comercializadas.

Critérios mais rigorosos elevam padrão do azeite extravirgem

O Selo Premium estabelece parâmetros mais restritivos do que os exigidos para classificação de azeite extravirgem no mercado tradicional.

Um dos principais critérios é o índice de acidez, que não pode ultrapassar 0,3%, enquanto o limite para a categoria extravirgem convencional é de 0,8%.

Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, a proposta é reforçar a diferenciação por qualidade.

“A acidez máxima de um azeite para ser extravirgem é 0,8%. No caso do Selo Premium, o azeite tem que ter 0,3% para receber o selo”, explica.

Certificação garante rastreabilidade e identificação de lotes

Diferentemente de outras certificações, o Selo Premium é concedido por lote identificado, garantindo maior rastreabilidade ao consumidor.

Isso significa que o azeite comercializado com o selo corresponde exatamente ao lote avaliado e aprovado em testes laboratoriais e sensoriais.

“O consumidor tem a certeza de que faz parte daquele lote que foi examinado sensorialmente, provado por especialistas e aprovado”, destaca Obino Filho.

Além da análise sensorial, os produtos passam por testes físico-químicos mais rigorosos e não podem apresentar defeitos.

Origem das azeitonas é critério obrigatório

Outro requisito central do programa é a comprovação da origem das azeitonas utilizadas na produção.

O selo garante que a matéria-prima seja cultivada no Rio Grande do Sul, reforçando a identidade regional da produção olivícola.

Segundo o Ibraoliva, a certificação fortalece a valorização do produto gaúcho ao associar qualidade técnica e origem controlada.

Processo de avaliação inclui análise técnica e contraprova

Para cada variedade inscrita, os produtores devem enviar duas garrafas de 250 ml, em vidro verde ou âmbar, lacradas e contendo azeite do mesmo lote.

Uma das amostras é destinada à análise técnica e sensorial, enquanto a outra é armazenada como contraprova.

As embalagens devem conter informações como nome do produtor, marca, variedade e número do lote.

Caso o azeite apresente qualquer defeito, mesmo que mínimo, o lote é automaticamente desclassificado.

Programa reforça estratégia de valorização do azeite brasileiro

Para o setor, o Selo Premium se consolida como uma ferramenta de diferenciação no mercado de azeites extravirgens, reforçando o posicionamento de produtos de alta qualidade produzidos no Brasil.

“É um azeite superpremium, e aquele azeite que tem o selo pertence ao lote identificado, selecionado e aprovado”, reforça o presidente do Ibraoliva.

Após a avaliação dos lotes, os produtores aprovados serão comunicados e receberão orientação para impressão e utilização do selo nas embalagens.

Fonte: Portal do Agronegócio

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