Publicado em: 18/04/2023 às 14:50hs
As reuniões aconteceram nas cidades de Juiz de Fora e São João Del Rei, e foram realizadas por conta de demandas apresentadas por produtores da região, que buscavam orientação e melhores condições para regularização de suas agroindústrias, permitindo a venda de seus produtos em maior escala, com certificação e segurança alimentar.
O gerente regional do Sistema Faemg Senar em Juiz de Fora, Wander Magalhães, disse que as reuniões serviram para estreitar o caminho entre os produtores rurais e os serviços de inspeção sanitária. Ele explicou que, em alguns casos, a adequação para alguns produtores fica difícil, pois as medidas exigidas precisam ser tomadas de maneira imediata e demandam alto custo de investimento.
“Levamos até esses serviços as condições que encontramos com nossos produtores, principalmente os que estão no programa de assistência técnica e gerencial, além de mostrar a realidade do campo. Também propomos um novo check list, que readeque o que se tem como ideia de laticínio familiar, que possa manter a qualidade, o padrão sanitário, mas sem onerar muito o produtor rural que, às vezes, precisa cumprir padrões de exigência iguais à de indústrias de grande porte”, disse Wander.
Paula Lobato, analista da assistência técnica e gerencial da agroindústria e pecuária do Sistema Faemg Senar, foi quem esteve à frente desses encontros. Ela contou que o objetivo foi entender e alinhar os padrões sanitários na região.
“Cada serviço de inspeção tem seu método de trabalho. Nós apresentamos o que fazemos através do ATeG, para adequações sanitárias das empresas rurais e viemos alinhar com essas entidades quais as demandas necessárias para registrar essas agroindústrias. Temos uma grande dificuldade com a questão da legislação, que ainda gera muitas dúvidas, e também queremos entender os procedimentos de cada serviço de inspeção, para que o processo seja agilizado e eficiente”, relatou Paula.
Drielly Marcondes, técnica especialista em habilitação sanitária do Sistema Faemg Senar, também acompanhou as reuniões. Ela explicou que o registro das instalações das agroindústrias em serviços de inspeção sanitária municipal traz benefícios para os produtores.
“Cada região do estado tem suas especificações, precisamos entender a realidade dos produtores com suas particularidades. Ter o selo SIM permite às agroindústrias alcançar mercados, emitir notas fiscais, melhorar o valor agregado do seu produto, fazer concorrência com marcas já conhecidas e ter um maior controle de qualidade. O SIM é importante para que o consumidor tenha um produto saudável na sua mesa, e o produtor consegue, além de ter um maior controle sanitário, ter melhor rendimento, pois vai estar aplicando a técnica correta na hora de fabricar”, finalizou.
Fonte: FAEMG
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