Gestão

Renato Rasmussen fala das perspectivas para o mercado de grãos

O profissional compartilhou seu conhecimento em palestra realizada pela Assuvap e Coosuiponte, na noite de ontem (23/5)


Publicado em: 31/05/2016 às 07:00hs

Renato Rasmussen fala das perspectivas para o mercado de grãos

O cenário instável da economia e os preços elevados dos insumos, em especial do milho, refletem diretamente na situação da suinocultura nacional. Para dispor aos produtores uma visão estratégica da atual conjuntura, a Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap) e a Cooperativa dos Suinocultores de Ponte Nova e Região (Coosuiponte), convidaram o renomado profissional, Renato Rasmussem, a ministrar palestra sobre o mercado de grãos. Mais de 60 suinocultores e chefes de setor estiveram presentes no encontro da noite de ontem (23/5), na sede das entidades, em Ponte Nova (MG). Na oportunidade, o palestrante esclareceu algumas das dúvidas mais recorrentes e apresentou os mecanismos de formação de preços de grãos. A palestra contou com apoio da DB Genética Suína.

Rasmussen, que é especialista dos setores de carnes e grãos do banco Rabobank Brasil, utilizou boa parte do tempo para fundamentar questões de oferta e demanda de milho. Ele falou das perspectivas do mercado interno do cereal e destacou o atual momento como “único e de curta duração”. Segundo Rasmussen, a tendência é um possível retorno ao preço de paridade, podendo, ao longo do próximo mês, as cotações do milho cederem entre 10 a 15%. “Os preços que temos agora vão se manter elevados ao longo das próximas semanas, porém, a gente acredita que estamos muito próximos do teto do que podemos ter dentro desse mercado”, completou.

Para ele, fatores como importação do milho (vindos dos Estados Unidos e outros países) e a colheita da “safrinha tardia” são alguns dos elementos que sinalizam à possível queda dos preços. “A colheita da safrinha tardia, que terá uma produtividade um pouco melhor do que o grosso que já foi colhido até agora, isso com certeza vai dar um aquecimento pontual nos preços de algumas regiões muito importantes, como o centro-sul do país”, explicou.

A crescente demanda mundial pelos produtos (carnes e grãos) fazem Rasmussen acreditar que o Brasil, apesar do atual momento, é o lugar certo para se estar. “Quando olhamos o agronegócio mundial, não há dúvidas de que o Brasil continuará sendo o celeiro do mundo, não só em termos de produção/exportação de grãos como em proteína animal”, afirmou o palestrante, destacando o país como “um dos poucos que tem estabilidade socioeconômica e capacidade para aumento da produção”.

Ao final da palestra, foi concedido um tempo para os produtores dirigirem questionamentos ao profissional. O momento foi oportuno à capacitação. A presidente da Assuvap, Patrícia Morari, destacou os esforços da associação em trazer aos suinocultores do Vale do Piranga um evento desta importância. “Esperamos, com isso, estimular a troca de informações, com eficiência, para que o nosso setor supere os obstáculos e continue na direção certa, rumo ao desenvolvimento”, comentou.

Fonte: ASSUVAP

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