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Programa Milho e Feijão deve gerar R$ 210 milhões para produtores catarinenses

Além da produção de grãos, em Santa Catarina o programa estimula ainda a plantação de pastagens


Publicado em: 09/05/2016 às 17:00hs

Programa Milho e Feijão deve gerar R$ 210 milhões para produtores catarinenses

Expectativa é que o cultivo de milho e feijão após a colheita do tabaco nos três estados sul-brasileiros gere R$ 650 milhões, com área de 152 mil hectares.

Maio 2016 - O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) apresentou nesta quarta-feira, 04 de maio, os números da safrinha de grãos cultivados após a colheita do tabaco. No Estado catarinense, o Programa Milho e Feijão estimula também o cultivo de pastagem uma vez que Santa Catarina está entre os Estados brasileiros que mais cresce na produção de leite. O evento ocorreu em Canoinhas (SC), napropriedade de Claudinei Vardenski, localizada em Salto da Água Verde, com presença de representantes do Governo do Estado de Santa Catarina, da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catariana (Fetaesc), da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), prefeitos, imprensa e produtores rurais.

Segundo pesquisa realizada SindiTabaco, em Santa Catarina houve o plantio de 36 mil hectares de milho, nove mil hectares de feijão e 22 mil hectares de pastagens, somando 67 mil hectares com cultivos pós-colheita do tabaco. Nos três estados do Sul do Brasil, foram 220 mil hectares, sendo 127 mil hectares com milho, 25 mil hectares de feijão e 68 mil hectares de pastagens. De acordo com os dados levantados pela entidade, a safrinha catarinense terá produtividade média do milho estimada em 7,1 toneladas por hectare, projetando um volume de 255,5 mil toneladas. Considerando o preço médio de R$ 670,00 por tonelada, o rendimento por hectare é estimado em R$ 4.740,00, com total de R$ 172 milhões.

Em relação ao feijão, a produtividade é estimada em 1,8 toneladas por hectare, com safra de 15 mil toneladas. Ao preço médio de R$ 2.625,00 por tonelada, o rendimento esperado é de R$ 4.760,00 por hectare e o total da safra de feijão poderá chegar a aproximadamente R$ 39 milhões. O total da safrinha de milho e feijão de Santa Catarina deverá ser de R$ 210 milhões.

Para o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, a diversificação é boa na medida em que possibilita geração de renda para o produtor: "Defendemos a diversificação há muito tempo, desde 1978 quando iniciamos o programa de reflorestamento das propriedades, com o plantio de eucalipto. O plantio de milho e feijão já é realizado há 30 anos e temos satisfação em mostrar que o setor está envolvido em programas como esse, que faz parte do foco da sustentabilidade do SindiTabaco. "

Andréia de Melo, gerente da loja da Afubra em Mafra e Rio Negro, ressalta a importância do apoio ao programa: "É preciso que as entidades continuem com o apoio e incentivo ao programa. Assim como precisamos de famílias que deem exemplos, como acontece hoje com a família do Sr. Vardenski".

Sr. Irineu Berezanski, assessor de política agrícola da Fetaesc, falou sobre os benefícios do programa para o município: " Canoinhas é o oitavo município de produção de tabaco do país. É uma produção exemplar. Trabalhamos para favorecer o produtor e somos parceiros de programas como esse, que o beneficiam diretamente".

Para Airton Spies, secretário adjunto da Agricultura e Pesca do Estado de Santa Catarina, o programa de Milho e Feijão tem relevância para o setor: "O programa Milho e Feijão é excelente porque ajuda a proteger o nosso bem mais escasso: o solo, além de gerar renda ao produtor. A agricultura familiar merece nosso respeito pela sua grande contribuição ao Estado e ao país. "

O prefeito de Canoinhas, sr. Luiz Alberto Faria, falou sobre a importância da diversificação para os pequenos produtores rurais: " A gente vê que evoluiu muito na questão da diversificação. O tabaco é fundamental para os nossos municípios, pois é a mola propulsora da economia dos mesmos. "

REGIÃO SUL - Considerando as regiões produtoras de tabaco no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foram cultivados 127 mil hectares de milho e 25 mil hectares de feijão, com expectativa de rendimento de R$ 520 milhões para o milho e R$ 130 milhões para o feijão. O levantamento apontou ainda que o total de cultivo de pastagens é de 41 mil hectares no Rio Grande do Sul e 5 mil hectares no Paraná.

SOBRE O PROGRAMA - Conduzido pelo SindiTabaco, o programa foi criado para incentivar a diversificação e a otimização no aproveitamento dos recursos das propriedades rurais. Em Santa Catarina são parceiros o Governo do Estado de Santa Catarina, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catariana (Fetaesc), a Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A ação reúne a estrutura de campo das empresas associadas ao SindiTabaco e das entidades apoiadoras, que divulgam as vantagens do plantio da safrinha e incentivam a prática de diversificação da propriedade. A prática reduz os custos de produção dos grãos e pastagens, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes aplicados. Consequentemente, pode haver redução de custo na produção de proteína (carne, leite e ovos). Outros benefícios são a proteção do solo contra a erosão e a interrupção do ciclo de proliferação de pragas e ervas daninhas.

Fonte: Andreoli MSL Brasil

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