Publicado em: 10/04/2026 às 11:15hs
A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) manifestou preocupação com os impactos da nova regulamentação sobre o transporte de peixes no Brasil. A entidade avalia que a medida pode aumentar os custos operacionais, ampliar a burocracia e comprometer a competitividade do setor aquícola nacional.
A Portaria Interministerial MAPA/MPA nº 5, publicada em 9 de abril de 2026, estabelece novas regras para o transporte de peixes oriundos da piscicultura em todo o país.
Entre as mudanças, a norma passa a exigir, além dos documentos já obrigatórios — como a nota fiscal e a Guia de Trânsito Animal (GTA) —, a apresentação da cópia da Licença de Aquicultor, emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Na prática, segundo o setor, a medida adiciona uma nova etapa a um processo que já era regulamentado e amplamente cumprido pelos produtores.
Desde sua criação, a PEIXE BR se posiciona contra a exigência da Licença de Aquicultor no transporte de peixes. Para a entidade, a medida não contribui para avanços em controle sanitário ou rastreabilidade.
De acordo com a associação, a nova exigência pode resultar em:
A entidade ressalta ainda que o setor já atende às exigências sanitárias vigentes e que novas obrigações podem impactar negativamente a logística, especialmente para pequenos e médios produtores.
Diante do novo cenário, a PEIXE BR informou que seguirá atuando junto aos órgãos competentes para buscar a revisão da portaria.
A entidade defende a construção de um ambiente regulatório mais eficiente, que assegure a sanidade da produção sem impor entraves desnecessários ao desenvolvimento da piscicultura.
Segundo a associação, políticas públicas voltadas ao setor devem priorizar a simplificação de processos e o fortalecimento da competitividade da atividade aquícola no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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