Publicado em: 23/09/2015 às 12:30hs
É preciso investir em uma semente boa e vigorosa e empregar o manejo adequado. No entanto, nem só de boas práticas se faz uma boa lavoura. É preciso também atentar-se para as doenças que podem acometer a população de plantas e que, se não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem comprometer todo o investimento realizado pelo produtor.
Esse foi o alerta dado durante o 13º Simpósio Brasileiro de Patologia de Sementes, realizado no último dia do 19º Congresso Brasileiro de Sementes e coordenado pela engenheira agrônoma Marlove Fatima Brião Muniz.
Segundo o palestrante, engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), José da Cruz Machado, o setor de patologia só tem a contribuir com a evolução da qualidade sanitária de sementes. “[Existem] métodos eficazes de detecção e controle de patógenos por meio de tratamento de sementes e manejo dos cultivos, além de cuidados necessários na fase pós-colheita”, explicou.
Contudo, o engenheiro ainda fez questão de ressaltar que a maior garantia de segurança sanitária para o produtor é sempre o uso de sementes sadias, vigorosas e de origem conhecida. Ressaltando, mais uma vez, o prejuízo que a pirataria acarreta para todo o setor agropecuário nacional.
Machado disse também que as perdas para o setor sementeiro em razão de patologias são variáveis de acordo com as doenças e a espécie da planta cultivada. “Para alguns patossistemas as perdas diretas são facilmente mensuradas, baseando-se na relação de percentuais de sementes infectadas e os efeitos visualizados no cultivo imediato”. Nesse caso, segundo ele, a perda pode ser total ou em níveis equivalentes ao lucro que os agricultores poderiam alcançar.
“Por outro lado, a introdução de inóculo de muitas doenças nas áreas de produção, significa garantia de ataque gradual e crescente dessas doenças ao longo dos cultivos em sucessão”, ou seja, os efeitos talvez não sejam vistos de imediato, mas, progressivamente, vão surgindo nas culturas plantadas sucessivamente. “Para algumas doenças como mofo-branco em soja, feijão, etc., fusarioses, antracnoses e bacterioses em diversas espécies, as perdas são inestimáveis, principalmente do ponto de vista epidemiológico”, constatou.
Segundo Machado, o objetivo do Simpósio é justamente alertar para a importância do setor de patologia para a agricultura brasileira. “Além de atualização de conhecimentos, o evento é uma oportunidade para reflexão sobre a situação atual da política de inserção e consolidação da patologia no sistema agrícola, fazendo com que correções de rumos e estratégias de ação sejam debatidas e definidas pela comunidade participante”, concluiu.
Fonte: Assessoria de Imprensa CBSementes
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