Gestão

Oferta de alimento virá de produtividade, e não de expansão de área

Estimativas indicam que a oferta de alimento deverá crescer 80% até 2050. Rodrigo Santos, da Monsanto, acredita que 95% dessa necessidade de alimentos virá do aumento de produtividade. Apenas 5% virão de ocupação de novas áreas produtivas


Publicado em: 15/12/2015 às 20:20hs

Oferta de alimento virá de produtividade, e não de expansão de área

O executivo da multinacional acredita que um dos caminhos para a elevação da produtividade seja a agricultura digital.

Esse novo sistema permitirá a compilação e utilização de informações hoje de uso limitado pelo produtor.

Após avaliadas as informações, elas serão transmitidas aos produtores, por meio de um aplicativo. Este indica as melhores ações de manejo na respectiva área.

O sistema, que já está em operação nos Estados Unidos, ocupando 30 milhões de hectares, ainda passa por testes no Brasil.

Por ser um país tropical e ter um sistema de produção mais complexo, a tecnologia tem de ser desenvolvida por aqui.

É um sistema que pega as informações relativas a uma determinada área, interpreta e recomenda o melhor caminho de ação para o produtor.

Santos diz que ainda é difícil uma projeção de qual será o ganho de produtividade, mas seguramente ele virá.

A interpretação dos dados específicos de cada fazenda, mais os da microrregião onde está localizada a propriedade, vai indicar variedades e métodos mais apropriados para os produtores.

Na avaliação de Santos, esse sistema deve dar ganho tanto para o produtor como para a empresa.

No caso do produtor, as recomendações, que vão desde atuações devido ao clima como as de manejo e indicações de variedades, vão elevar a produtividade.

Já a Monsanto, também com base nessas informações, pode lançar variedades específicas e mais produtivas para a microrregião, segundo Santos.

É claro que, assim como foi com a soja RR e, na sequência, com a Intacta, essa nova tecnologia vai trazer custos para os produtores.

Santos diz que a decisão da utilização ou não dessa tecnologia vai ficar nas mãos do produtor. Ele vai optar com base na rentabilidade da implantação da tecnologia.

Fonte: Folha de S. Paulo

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