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MACROECONOMIA: Levy promete condições para investir

Em Londres, diante de uma plateia de 300 investidores brasileiros e britânicos, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez nesta terça-feira (12/05) um discurso otimista sobre o Brasil.


Publicado em: 14/05/2015 às 20:00hs

MACROECONOMIA: Levy promete condições para investir

Afirmou que o país é um destino confiável para investimentos em infraestrutura, energias renováveis e tecnologia.

Condições - Em linhas gerais, Levy argumentou que a administração Dilma Rousseff trabalha para dar condições ao setor privado investir no país, com o esforço de simplificar o sistema tributário, reorganizar o panorama fiscal do governo federal e estimular investimentos por meio de concessões de aeroportos, estradas e ferrovias. Segundo Levy, seguindo essas diretrizes a economia do país "reagirá nos próximos trimestres, alcançando crescimento já em 2016, um ano de bom resultados dos indicadores econômicos à medida que avançamos com a consolidação fiscal e a atração de investimentos".

Carteira de investimentos - O ministro explicou que os ministérios da Fazenda, do Planejamento e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão desenvolvendo uma carteira de investimentos importante para a área de logística e infraestrutura. "Acreditamos que o papel do governo [para estimular o crescimento econômico] é criar as condições necessárias para o setor privado cumprir seu papel de desenvolver a economia", declarou Levy, durante jantar de gala na capital inglesa promovido pela Câmara de Comércio Brasil­Reino Unido.

Sistema tributário - Levy reiterou a importância de simplificar o sistema tributário do país. "Estamos ajudando os Estados a simplificar e mudar as regras do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] e também alguns tributos federais", disse Levy, sem detalhar o teor das medidas. "Simplificar o sistema tributário é condição para a retomada do crescimento", acrescentou.

Agenda - Nesta quarta-feira (13/05), a agenda do ministro em Londres prevê que ele faça a abertura do "Brazil Capital Market Day", na Bolsa de Valores de Londres, e depois participa de uma reunião com investidores organizada pelo banco Lloyds. À tarde, o ministro deve visitar a redação do jornal "Financial Times" e, em seguida, conceder uma entrevista coletiva.

Vídeo - Devido à viagem a Londres, Levy não pode comparecer ao Fórum Nacional, no Rio de Janeiro, como estava previsto. O ministro enviou um vídeo em que afirma que o principal papel do governo é criar um palco para o setor privado desempenhar o seu papel. O fórum é organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae). "No seu conjunto, ela [a estratégia do governo] se baseia na avaliação de que o principal papel do governo é criar um ambiente, por assim dizer o palco para a sociedade, o setor privado, desempenhar o seu papel. Não cabe ao governo em geral escrever o libreto ou selecionar o tenor, mas ele deve garantir a iluminação e garantir que o teatro abra no horário certo", disse Levy.

Crítica - No vídeo, ele também criticou "condicionantes culturais, atos arraigados e arranjos institucionais pouco alinhados à aceleração do desenvolvimento" e voltou a citar o patrimonialismo, que classificou como "inimigo da concorrência e da ampliação das oportunidades". O ministro elogiou a inclusão social e a ampliação da educação nas últimas décadas e afirmou que o país não pode "deixar de enfrentar" velhos vícios em vez de muitas vezes "tentar contorná­los através de uma plêiade de acomodações e programas cujo ônus acaba se tornando impossível de ser suportado pelo orçamento público".

Concorrência - Nesse sentido, Levy defendeu o abandono da expectativa por "soluções fáceis, recorrentes e defensivas". "Temos que lembrar que, apesar da desaceleração econômica, o mundo não parou e a concorrência será cada vez maior, especialmente na área do saber. Precisamos incorporar de uma vez por todas a convicção de que a concorrência é a grande motriz da inovação", afirmou.

 

Fonte: Informe OCB

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