Publicado em: 02/05/2024 às 10:00hs
A Bunge, gigante do agronegócio, registrou uma queda significativa no lucro líquido durante o primeiro trimestre de 2024. O lucro líquido atingiu US$ 244 milhões, representando uma redução de 61,39% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa reportou US$ 632 milhões. A receita também caiu, 12,47%, totalizando US$ 13,417 bilhões.
Os resultados do primeiro trimestre incluem custos relacionados à aquisição e integração no valor de US$ 61 milhões, líquidos de US$ 4 milhões em benefícios fiscais, decorrentes do acordo de combinação de negócios anunciado com a Viterra. A empresa informou encargos antes de impostos dentro de Despesas Financeiras relacionados a juros e outros custos de aquisição.
Apesar dessa queda no lucro líquido, alguns segmentos do agronegócio apresentaram resultados positivos. No setor de agronegócio, os volumes subiram 9,82%, chegando a 20,192 milhões de toneladas. O processamento de sementes mostrou um desempenho mais forte na Europa e na Ásia, embora tenha sido parcialmente compensado por resultados mais baixos na América do Norte e do Sul.
O segmento de óleos refinados e especiais também apresentou um leve crescimento de 2,28%, para 2,195 milhões de toneladas métricas. Enquanto os resultados na Europa foram mais altos, eles foram compensados por desempenho mais fraco na América do Norte e na Ásia.
O segmento de moagem registrou um aumento de 6,46% nos volumes, atingindo 874 mil toneladas, com melhores resultados na América do Sul devido a margens de moagem aprimoradas e um ambiente de mercado mais favorável para a originação.
Por outro lado, o segmento de açúcar e bioenergia sofreu uma queda na receita líquida de 32,81%, totalizando US$ 43 milhões. Esse resultado foi impulsionado por volumes e preços mais altos do açúcar, que compensaram os preços mais baixos do etanol.
O lucro por ação (EPS) para o primeiro trimestre de 2024 ficou em US$ 1,68, uma queda significativa em relação aos US$ 4,15 do mesmo período do ano anterior. A previsão para todo o ano de 2024 é de um EPS de US$ 9.
Greg Heckman, CEO da Bunge, comentou sobre os resultados: "Embora estejamos começando com um bom desempenho, ainda temos visibilidade limitada para a segunda metade do ano. No entanto, estamos confiantes na capacidade de nossa equipe de permanecer ágil e aproveitar as oportunidades que surgirem, enquanto permanecemos focados em nossa missão de conectar os agricultores aos consumidores para fornecer alimentos, ração e combustível essenciais para o mundo."
Os próximos meses serão cruciais para a Bunge enquanto a empresa se prepara para o acordo de combinação de negócios com a Viterra e busca manter sua posição no mercado em um cenário econômico desafiador.
Fonte: Portal do Agronegócio
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