Publicado em: 16/01/2026 às 10:20hs
O Itaú BBA concluiu a primeira liberação de recursos do 2º leilão do Programa Eco Invest Brasil, iniciativa do governo federal voltada à recuperação de terras degradadas dentro do Programa Caminho Verde Brasil. A operação, realizada em parceria com a Adecoagro — uma das maiores produtoras globais de alimentos e energia renovável — marca o início de uma nova fase do programa de investimentos sustentáveis.
O projeto apoiado pelo financiamento prevê a conversão de cerca de 4 mil hectares de pastagens degradadas localizadas no bioma Mata Atlântica, em áreas produtivas com práticas agrícolas sustentáveis.
Segundo o Itaú BBA, a iniciativa visa gerar resultados em três frentes principais: ganhos ambientais, desenvolvimento econômico local e fortalecimento da cadeia agroindustrial regional.
Os R$ 100 milhões liberados pelo banco correspondem a 51% do investimento total planejado pela Adecoagro. Os recursos serão aplicados em preparo do solo, plantio, manejo sustentável e aquisição de insumos voltados ao cultivo de cana-de-açúcar.
A iniciativa adota um modelo de agricultura regenerativa, priorizando o uso de bioinsumos, controle biológico de pragas e tecnologias de monitoramento ambiental.
Essas práticas têm como objetivo aumentar a eficiência produtiva, reduzir impactos e restaurar a qualidade do solo.
Além disso, um diagnóstico técnico detalhado identificou o nível de degradação da área, que será monitorada ao longo dos próximos anos para medir os efeitos das práticas sustentáveis implementadas.
Para o diretor de Agronegócio do Itaú BBA, Pedro Fernandes, a operação representa um marco na consolidação do Eco Invest como um instrumento financeiro para transformar o campo brasileiro:
“Ao estruturar este financiamento, direcionamos recursos para uma iniciativa com impactos mensuráveis e alinhada às melhores práticas socioambientais. É um exemplo de como mecanismos financeiros inovadores podem acelerar a transição sustentável do agronegócio brasileiro”, destacou.
O banco vê o Eco Invest como uma oportunidade para fomentar a ciência e a inovação, ao permitir a avaliação contínua dos resultados das práticas agrícolas sustentáveis em larga escala.
De acordo com o Tesouro Nacional, o Programa Eco Invest Brasil mobilizou, em 2025, mais de R$ 30 bilhões em investimentos destinados à restauração produtiva de 1,4 milhão de hectares.
O montante posiciona a iniciativa como a maior do mundo em recuperação produtiva de terras degradadas.
Para o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a parceria entre o setor público e o sistema financeiro é essencial para expandir o alcance de projetos sustentáveis:
“Ao direcionar capital para iniciativas que unem produtividade e sustentabilidade, criamos condições para fortalecer as cadeias agroprodutivas e aumentar a competitividade do Brasil”, afirmou.
O vice-presidente de Açúcar, Etanol e Energia da Adecoagro no Brasil, Renato Junqueira Santos Pereira, destacou que o projeto reforça o compromisso da empresa com a produção sustentável e o equilíbrio ambiental.
“Buscamos atender à demanda global por alimentos e energia de forma competitiva, garantindo que a produção caminhe junto com a preservação da biodiversidade. Assim geramos valor econômico e ambiental de longo prazo”, explicou.
A operação atende integralmente aos critérios de elegibilidade do Eco Invest, respeitando as salvaguardas socioambientais do Tesouro Nacional. Além da recuperação de áreas degradadas, o projeto contempla geração de empregos locais, inclusão produtiva e monitoramento contínuo dos impactos ambientais e sociais.
Com essa primeira operação, o Itaú BBA inaugura oficialmente a execução do 2º leilão do Eco Invest, reforçando o papel do sistema financeiro na mobilização de capital para o desenvolvimento sustentável e competitivo do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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