Gestão

Irrigação é proibida em quatro cidades do Espírito Santo

Municípios estão na lista daquelas em situação extremamente crítica. Uso da água deve ser para consumo humano e dessedentação animal.


Publicado em: 26/09/2016 às 08:15hs

Irrigação é proibida em quatro cidades do Espírito Santo

Quatro municípios da região Serrana do Espírito Santo foram incluídos na lista dos que estão em situação extremamente crítica, em decorrência da seca, desde o dia 9 de setembro. Com isso, a irrigação nestas cidades foi proibida. O uso da água passa a ser prioritário para o consumo humano e para a dessedentação animal.

As quatro cidades estão às margens dos rios que abastecem a Grande Vitória, o Jucu e o Santa Maria da Vitória. Os municípios são: Domingos Martins, Marechal Floriano, Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina. A resolução 42/2016, da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), foi publicada no Diário Oficial do Estado, no dia 9.

O documento cancela os acordos que os comitês municipais tenham feito com os produtores rurais e lança mão do cenário de alerta vivido pelo estado, a permanência do período de estiagem e o perigo iminente de desabastecimento nos municípios que integram a Grande Vitória para justificar a decisão.

Os dois rios que abastecem a Grande Vitória – Jucu e o Santa Maria da Vitória – estão com vazões muito abaixo do limite crítico. Em um deles, a vazão voltou a cair na última sexta-feira (16).

Os dois já não chegam ao mar. Ficam retidos no entroncamento de pedras que garante volume para a captação de água da Cesan.

De acordo com Roberto Ribeiro, secretário-executivo do Comitê de Bacia do Santa Maria, a situação do manancial é muito crítica. “O volume de água que existe hoje na Represa Rio Bonito garante abastecimento por mais 25 dias”, assinalou.

De acordo com a Cesan, responsável pelo abastecimento da Grande Vitória, o setor industrial – Vale e Arcelor –, consome 349.163 m³ (média mensal), cerca de 34% a menos do que em 2015. A água fornecida para as empresas provém da captação feita pela Cesan nos dois rios.

A empresa adiantou que, diante de um possível racionamento de água para os moradores, “atenderá o que determina a legislação, com prioridade para o abastecimento humano e a dessedentação animal”, informou por intermédio de nota.

Fonte: A Gazeta

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