Gestão

Governança corporativa se torna diferencial estratégico para empresas médias do agronegócio

Práticas de gestão e planejamento sucessório aumentam eficiência, acesso a capital e longevidade no campo


Publicado em: 27/03/2026 às 13:00hs

Governança corporativa se torna diferencial estratégico para empresas médias do agronegócio
Governança corporativa no agro em expansão

A profissionalização do agronegócio brasileiro tem levado empresas de médio porte a adotar práticas de governança corporativa, antes restritas a grandes corporações. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o agronegócio representou 24,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, com crescimento estimado de 8,5% em 2025.

Nesse cenário, estruturas claras de decisão, gestão de riscos, transparência nos negócios e planejamento sucessório são essenciais para garantir crescimento sustentável e facilitar o acesso a capital.

Desafios de sucessão nas empresas familiares

O Censo Agropecuário do IBGE mostra que apenas 30% das empresas familiares chegam à segunda geração e menos de 5% atravessam a terceira. Para Marcio Roldão, a falta de mecanismos de governança que organizem a sucessão e reduzam riscos é a principal causa desse cenário.

“No agro, a sucessão mal planejada degrada o negócio aos poucos: decisões travam, executivos saem, bancos encurtam crédito e parceiros perdem confiança. Integrada à governança, a sucessão traz continuidade, previsibilidade e profissionalização da liderança”, afirma Roldão.

Conselho consultivo fortalece gestão e planejamento

O conselho consultivo tem papel central ao analisar investimentos, endividamento, liquidez e critérios para CAPEX, ajudando a empresa a atravessar períodos de safra e entressafra com mais segurança financeira. Essa atuação também reforça a confiança de bancos e investidores.

Além disso, a governança ajuda a construir um pipeline de liderança, com mapeamento de posições críticas, critérios objetivos para herdeiros e executivos, e trilhas de desenvolvimento. O conselho avalia desempenho, gerencia conflitos e garante que a estratégia de longo prazo se mantenha mesmo com mudanças na liderança.

Governança como plataforma de crescimento sustentável

O valor da governança não está em ferramentas isoladas, mas na integração de políticas financeiras, controles regulatórios, práticas ESG e planejamento sucessório. Ela transforma empresas familiares do agro de “negócios da família” em plataformas de capital, gestão e crescimento sustentável, fundamentais em um setor com ciclos de produção longos e decisões que impactam o médio e longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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