Gestão

Gestão Feminina

Treze sindicatos mineiros são conduzidos por mulheres com vocação e competência


Publicado em: 21/03/2016 às 14:15hs

Gestão Feminina

Cada vez mais mulheres mobilizam pessoas para suas causas e se destacam como líderes, ao redor do mundo. No agronegócio não é diferente. Em Minas Gerais, 13 delas estão no comando dos sindicatos. Com perfis pessoais e profissionais variados - equilibrando-se entre família, negócios e a atividade sindical – conduzem as entidades com dedicação e vontade de melhorar as condições de trabalho dos produtores rurais. Conheça quem são elas, suas histórias e o que pensam.

Carmelita Machado – Açucena

Em seu terceiro mandato, sua prioridade é ter de volta a sede do sindicato, cedida para abrigar o Fórum municipal. Em seu dia-a-dia, Carmelita auxilia, com a ajuda de um funcionário, produtores rurais a preencherem o CAR (Cadastro Ambiental Rural), fazer transferências de compra e venda e pagar taxas e impostos. Outra meta é criar a Associação de Pequenos Produtores para a obtenção de recursos e equipamentos.

Perfil

Nos anos 70, Carmelita e o marido Ramon Pires passaram a dedicar-se à pecuária de leite. Ao mesmo tempo, ela, natural de Açucena, exerceu três mandatos como vereadora. “Lutei por mais transparência nos processos políticos e maior participação popular. A experiência me tornou uma pessoa com mais coragem para buscar transformações”. Seu versículo preferido vem do livro biblíco dos Filipenses: “Tudo posso naquele que me fortalece”. Seu livro de cabeceira é a bíblia. Ela gosta de ouvir música romântica e sertaneja. O time do coração é o Galo.

Dia-a-dia

Ela acorda às 6 da manhã e às 8 inicia o expediente. Com o filho Francis Winier, divide a criação de cavalos Mangalarga Marchador. Nas horas vagas, desfruta da companhia das três netas: Emanuelle, Gabriela e Fernanda. Define-se como inquieta, dinâmica e movida pelo desejo de transformação.

Maria Aparecida Delgado Archete – Barão de Monte Alto

Eleita em 2014, coube a ela reabrir as atividades do sindicato, que estava fechado há dois anos. Uma de suas primeiras providências foi estabelecer importante parceria com a prefeitura.

Perfil

Nascida em Cachoeira Alegre, é pecuarista de corte, formada em Pedagogia, Filosofia e pós-graduada em Psicopedagogia. Foi educadora e gestora educacional por quarenta anos. Faz questão de acompanhar as atividades de campo, os treinamentos e os cursos do SENAR. Considera-se solidária, mas também exigente com os que trabalham ao seu lado.

Dia-a-dia

Aparecida acorda cedo, faz ginástica e às 9 horas, já está no sindicato. “Sou positiva e cheia de vitalidade”. Mãe do engenheiro civil, Omar Júnior e do engenheiro eletricista Rafael Silvestre, é avó de João Pedro e João Henrique. Seu passatempo preferido são os jogos de computador; a cidade que mais gostou de visitar foi Fortaleza, Ceará, por causa do povo acolhedor e das lindas praias. O filme que mais a emocionou foi “Uma Linda Mulher”. O time do coração é o Flamengo e sua filosofia é: “Viver o momento. O presente bem feito já é um futuro promissor”.

Denise Cássia Garcia – Campo Belo

Em 1999, ela era diretora da entidade, quando houve consenso pela indicação de seu nome à presidência. Está, atualmente, no 6º mandato. Tornou-se a primeira mulher presidente de sindicato de produtores rurais no Estado e também a primeira a integrar a diretoria da FAEMG. “A receptividade foi melhor do que eu esperava”. Denise atraiu associados, aumentou a oferta de cursos em parceria com o SENAR e viabilizou a patrulha rural. A meta, agora, é a sede própria.

Perfil

Nascida em Campo Belo, Denise assumiu a produção de café da família, aos 21 anos. Advogada e administradora de empresas, pós-graduada em Direito Internacional pela Universidade de Panthéon-Sorbonne, de Paris. Ela também é escritora e presidente da Academia Campo-Belense de Letras. É grande entusiasta dos cursos do SENAR. “Mão de obra qualificada faz toda diferença em qualquer sociedade”. Em 2011, ela recebeu a Medalha do Mérito Rural, oferecida pela FAEMG. E em 2013, foi agraciada pela ACMinas com o prêmio “Mulheres Notáveis de Minas Gerais” na qualidade “Mulher Notável que trabalha pela sociedade - Liderança Classista”.

Dia a dia

Denise é casada com Antônio Márcio e não tem filhos. Considera-se persistente, prática e objetiva, mas sabe ouvir e gosta de aprender com os outros. Seus hobbies são ler e assistir filmes. Seu livro de poemas preferido é “Juca Mulato”, de Menotti Del Picchia, além do romance “Xogum – A Gloriosa Saga do Japão”, de James Clavell. O filme que mais a marcou foi “Retratos da Vida”, de Claude Lelouch, e a cidade, Paris. Sua frase preferida é: “Antes arrepender-se de ter feito do que de não ter tentado”.

Ana Maria Heleno de Oliveira – Extrema

Ela aproximou-se do sindicato interessada em fazer um curso de doces em compota. Paulista, de Santo André, ex-empresária do ramo de autoescolas, aposentou-se e adquiriu um sítio na região. Mas não queria ficar parada. Ativa e com experiência em gestão, ela dava sugestões e auxiliava na organização de festas do sindicato. Acabou eleita para a presidência.

Em seu terceiro mandato, Ana Maria triplicou o número de associados. Estruturou a cozinha para a oferta de cursos do SENAR e criou a Feira do Produtor para escoar a produção de agricultores da região. Ela própria tem a sua barraca onde comercializa hortaliças, milho, feijão e frutas.

Perfil

Viúva do produtor rural Antônio de Oliveira, mora no sítio com a filha Aline, o genro André e o neto Arthur. Sua filosofia de vida é: “Ter amor pelas pessoas porque cultivar bons sentimentos, pacifica”.

Dia-a-dia

Ana Maria é encontrada no sindicato a partir das 9 horas e garante ser do tipo que não deixa para resolver depois. Além das atividades no sindicato e em sua propriedade, ainda encontra tempo para o trabalho social voltado para mulheres da terceira idade e canta no Grupo de Serestas Renascer. Na hora da leitura, prefere os romances. O filme do qual não se esquece é “Dr. Jivago”. Durante umas férias, adorou um passeio que fez a Santa Catarina por causa da limpeza das ruas e cordialidade das pessoas.

Tatiane Krauss Lobo Cruz – Lambari

Este é seu primeiro mandato. Ela era secretária-executiva da entidade desde 2006. Quando o ex-presidente Eliseu da Costa aposentou-se, no ano passado, indicou seu nome. Eleita, Tatiane priorizou a aquisição de novo mobiliário porque os antigos “estavam em estado precário”.

Sua meta é reivindicar a melhoria das estradas da região, a fim escoar, com mais facilidade, a produção. Outros planos são aumentar a oferta de cursos, realizar leilões e atrair novos associados. “Empregos não faltam. A carência na região é por mão-de-obra especializada, informação e conhecimento”.

Perfil

Nascida em Lambari, casada com Adriel Cruz, tem três filhas: Sarah; Naiara e Samira. Nada a alegra mais do que a gratidão das pessoas. Define-se com uma pessoa transparente, direta e exigente. “Gosto das coisas bem feitas e não tolero falta de cordialidade”. Seu livro de cabeceira é “A Menina que Roubava Livros”, de Marcus Zusak. O filme que mais a emocionou foi “A Procura da Felicidade”, de Gabriele Muccino. A cidade que mais gosta é Barretos (SP) por causa da Festa do Peão. “Tendo amor e saúde, da vida, não reclamo. Amo a vida que levo e levo a vida que amo”.

Dia-a-dia

Durante as manhãs, Tatiane cuida da casa e da família e à tarde, cumpre expediente no sindicato. Ter sido eleita para a presidência significa a realização de um sonho. Ela adora o trabalho e diz que a maior gratificação é o sorriso das pessoas diante de um “problema resolvido”.

Cláudia Ferreira de Figueiredo – Paraopeba

No segundo mandato, Cláudia propõe uma maior participação dos associados. “Com mais união, poderíamos fazer muito mais”. Antes de entregar o cargo nas eleições de setembro deste ano, planeja aprovar o projeto de reforma do Parque de Exposições, onde funciona a sede do sindicato.

Ao longo de sua gestão, priorizou ações como a busca por mais patrulhamento policial e a representação do Sindicato Rural no Conselho Municipal de Segurança Pública e no Comitê de Bacias do Rio Paraopeba. “Poucas pessoas entendem a importância dessa última ação. Mas é onde tenho a oportunidade de mostrar o que o produtor rural tem feito em favor do meio ambiente”.

Perfil

Nascida em Caetanópolis, é filha de produtores rurais e trabalha com pecuária de leite. Formou-se em Administração Rural pela UFLA (Universidade Federal de Lavras) e cursa o 5º período de Direito na UNIFEN, em Sete Lagoas. Atualmente, enfrenta o desafio de aumentar a produtividade para dar conta dos custos. Nas horas vagas, Cláudia gosta de andar de bicicleta e ouvir música. Prefere MPB e pop rock. Seu autor preferido é Jorge Amado. Aprecia mais teatro do que cinema e torce para o Cruzeiro. Seu lema é: “Respeitar e ser respeitado, a despeito de um mundo com cada vez menos dignidade”.

Dia-a-dia

Pecuarista de leite há 22 anos, ela acorda às 4 horas para ordenhar. Entre uma coleta de leite e outra, dedica-se às atividades sindicais. Quando encerrar seu mandato, ela planeja continuar na diretoria. “Vou me empenhar para que as pessoas conheçam as funções e a importância do sindicato, que vão muito além de pintar uma cerca ou orientar um procedimento burocrático. Não podemos pensar pequeno”.

Hercília Andréa Sanches Faria – Santa Bárbara

Filha do ex-presidente da entidade e produtor rural, José Batista Sanches, Hercília está no segundo mandato. Ela era diretora, quando seu pai faleceu e sua candidatura foi indicada. Hoje, admite que a função é mais difícil do que imaginava: “Seria ótimo se a classe fosse mais unida”. Hercília equilibrou as contas, reduziu a inadimplência e sente-se gratificada em ser a porta-voz de uma classe tão fundamental para o país.

Perfil

Nascida em Santa Bárbara, divide o tempo entre a silvicultura, a advocacia em escritório próprio e o sindicato. “Sou dinâmica, persistente e comunicativa. Um dos meus sonhos é conseguir sede própria para a entidade”.

Dia-a-dia

Casada com Renato Faria, é mãe de Rennan e Raíssa. De segunda a sexta-feira, vai ao sindicato pelas manhãs. Nas horas vagas, gosta de cavalgar, de trabalhar com jardinagem e estar com os amigos. Seu livro preferido é “Código da Vida”, de Saulo Ramos. Hercília adora música e tem gosto variado: ouve dos compositores clássicos ao funk. O que a norteia? “Ter fé sempre”.

Dilma Roque Fernandes – Paula Cândido

Ela “tira de letra” as brincadeiras cotidianas por causa da xará, presidente da república. “Levo na esportiva. Geralmente, repondo: aqui, é diferente, ninguém me derruba”. Acaba de assumir o segundo mandato e está cheia de planos. Pecuarista de gado de corte, aproximou-se da entidade em 2010. Gostou tanto da forma como foi atendida, que passou a frequentar o sindicato.

Eleita vice-presidente, acabou assumindo a presidência com o afastamento do titular. Seu maior feito foi a viabilização de 58 unidades habitacionais por meio do projeto ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal. O sindicato participou de todo o processo até a aprovação.

Perfil

Nasceu em Paula Cândido numa família de produtores rurais. Formada no curso Normal Superior pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), acredita ser dinâmica, determinada e diz alegrar-se com o bem-estar dos outros. Nos finais de semana, ela faz pesquisas na internet à procura de novas ideias para o sindicato. Sua dica é: “não trabalhe em busca de reconhecimento. Apenas faça o que gosta”.

Dia-a-dia

O tempo é dividido entre o sindicato e a fazenda, mas admite: “Gosta mesmo é do sindicato”. Casada com o produtor rural José Maria Fernandes, é mãe de Christiane e Juliana. Sua canção preferida é “Menino da Porteira”, de Sérgio Reis. Ouro Preto foi a cidade que mais gostou de conhecer, por causa da arquitetura.

Kátia Fumian Reis de Sá Seabra – Novo Cruzeiro

Assumiu o sindicato pela primeira vez em 2008, quando tornou-se mobilizadora do SENAR. Na ocasião, vivenciou as dificuldades da classe e sentiu necessidade de ajudar. Aceitou o cargo de diretora-tesoureira e, quatro anos, depois, foi eleita presidente. No primeiro momento, trabalhou apenas para equilibrar as contas.

Perfil

Kátia é natural de Porciúncula (RJ). Formou-se em História pela Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros) e é produtora rural de café e pecuarista de gado de leite. É casada com Marcus Seabra, com quem também divide a sociedade numa loja de material de construção. “Sou uma pessoa simples, de personalidade forte, mas, ao mesmo tempo, generosa e maternal”.

Dia-a-dia

É mãe de Danieli Cristiny, Mitchel e Maria Aparecida. Pelas manhãs, está sempre no sindicato. O que mais a gratifica é ajudar as pessoas simples, carentes de informação e oportunidades. O hobby é assistir TV e a receita para ser feliz é “confiar em Deus”. Espiritualista, recomenda a leitura da obra completa de Chico Xavier. Sua cidade preferida é Salvador por causa das praias e do clima festivo. O filme que mais a marcou foi “Meu Querido John”.

Maria Geralda Carvalho – Pouso Alto

Geralda assumiu o sindicato no ano passado. E, apesar do pouco tempo de “casa”, já conseguiu sede própria, com a importante ajuda da secretária, Maria Elizabet Martins, funcionária da casa desde 1987. Geralda nasceu em Pouso Alto e, nos anos 70, saiu para trabalhar no Tribunal de Justiça e, posteriormente, no Banco do Brasil, em São Paulo.

Perfil

Ao aposentar-se, adquiriu o sítio Água Rasa, na região. Queria vida tranquila e contato com a natureza. Iniciou criação de galinhas, patos, gansos, peixes e cultivou pomar, horta e também milho e café. Formada em Contabilidade, aceitou o desafio da presidência. Seu objetivo é tornar mais clara para os associados a verdadeira função da entidade.

Dia-a-dia

Geralda mora sozinha no sítio. Levanta antes do sol nascer para cuidar dos animais e plantações. Sua maior alegria é receber os amigos. “Minha casa está sempre cheia. É um local de descanso, lazer e celebração”. O que mais gosta de fazer é contemplar a natureza. Tem dois livros preferidos: “Saudades” – um conto, de autor desconhecido, de sua infância e “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint-Exupérie. As canções de Roberto Carlos e Moacyr Franco são as que mais gosta de ouvir.

Mônica Pereira Mascarenhas – Jequitibá

Em seu segundo mandato, Mônica assumiu pela primeira vez, quando o irmão, Eliseu Mascarenhas, então presidente, faleceu. Além de homenageá-lo, a motivação foi o engajamento social, inclinação latente em sua família. “Encaro certas coisas como uma missão, um período em que posso dar minha contribuição e experiência a alguma causa”. A prioridade de Mônica, à frente do sindicato, sempre foi a educação, tanto que dobrou a oferta de cursos em parceria com o SENAR. Ela agradece a parceria suas duas funcionárias: Fernanda e Valdilene, “disponíveis, eficientes e profissionais”.

Perfil

Mônica nasceu em Sete Lagoas, é assistente social, pós-graduada em Sociologia e em Administração Pública. Atuou em organizações sociais em periferias urbanas e em comunidades rurais. Foi gestora governamental da Secretaria de Estado de Governo. Bisneta, neta e filha de produtores rurais, é pecuarista de leite. Diz que o temperamento calmo a ajuda a exercer uma liderança consciente, sem afobamento ou precipitações. “Trabalho para que todos ao meu redor tenham felicidade por meio da sabedoria. Luto por um mundo mais justo, uma vida mais suave e plena”.

Dia-a-Dia

Quando está em sua fazenda, em Jequitibá, Mônica acorda cedo para tomar as providências necessárias. O que mais gosta é de caminhar pela propriedade, sentindo o cheiro do canavial, da plantação de sorgo, dos capins, das pastagens e, especialmente, do perfume do pequi. “Isso me revigora”. Casada com Arhur Lopes Filho, é mãe de Mariana. Seu hobby é cozinhar. O livro preferido é “Grande Sertão Veredas”. O filme “E o Vento Levou...” e a cidade (apesar de já ter viajado muito pelo mundo afora) é Jequitibá, por sua singeleza e por ser banhada de águas correntes, como o Ribeirão Jequitibá.

Maria Aparecida Ferreira – Minduri

Em 2014, ela concorreu à presidência e elegeu-se para um mandato até 2017. Primeiro, ‘arrumou a casa’, resolvendo pendências burocráticas e diz que, nesse sentido, ter participado do curso de Novas Lideranças, oferecido pela FAEMG, foi fundamental.

Perfil

Natural de Minduri, professora e gestora escolar aposentada, com 30 anos de experiência, Aparecida tem forte ligação com o meio rural por ser filha de produtores e casada com o agropecuarista, Sílvio Homero. Ela critica a falta de apoio dos governos federal e estadual no que se refere à dificuldade de crédito dos produtores em momentos difíceis, como os períodos de seca. “São pessoas apaixonadas pelo que fazem. Caso contrário, já teriam desistido”.

Dia-a-dia

Adora ‘prosear’ com os produtores, “pessoas simples, mas cheias de nobreza d’alma”. Conhece suas histórias e está sempre disponível para ajudá-los. A meta é conseguir de órgãos públicos novos equipamentos agrícolas para ajudar os produtores. Também está empenhada em desenvolver um projeto em parceria com plantadores de eucalipto, acessando novos mercados, sem o intermédio de atravessadores.

O que mais a diverte é cavalgar. Seus autores preferidos são Fernando Pessoa; Carlos Drummond e Marilena Chauí. “Adorei conhecer Campos do Jordão, pela beleza e atmosfera aconchegante”. É mãe de Patrícia e Sílvio Homero Júnior.

Maria Suzel Pires Moreira – Santa Maria de Itabira

Este é seu primeiro mandato. Produtora rural de pecuária de corte e de equinos de marcha, ela sempre foi participativa como associada. Por isso, a indicação de seu nome, para a presidência, aconteceu de forma natural. Ao lado do vice-presidente, Evandro Pires, produtor rural e economista, desenvolve o que chama de ‘administração compartilhada’. “Ele é um economista experiente e me ajuda muito”. Desde que assumiram o sindicato em 2014, fizeram reformas no prédio e no mobiliário, quitaram dívidas e dobraram o número de associados.

Perfil

Suzel nasceu em Santa Maria de Itabira. Formada em Geografia pela PUC Minas, lecionou durante 15 anos em colégios de Itabira e trabalhou na Superintendência de Finanças da Secretaria Estadual de Educação. Empreendedora, define-se como dinâmica e generosa. A estratégia para conquistar novos associados, resume-se em ‘ação e comunicação’.

Dia-a-dia

Suzel tornou-se produtora rural há trinta anos. Na propriedade, presta assistência de duas a três vezes por semana, com a ajuda do filho, Alessandro Procópio, que é veterinário. É também mãe da geóloga Patrícia e avó de Bárbara, Hugo, Júlia, Sofia e Théo. Seu hobby é cavalgar e a frase preferida é de Guimarães Rosa: “Soltando rédeas, entrei no horizonte”.

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