Publicado em: 03/04/2018 às 09:00hs
“Esse é o momento certo, em que temos que fazer isso. A sociedade, em geral, está percebendo que o agro é importante. Que, se não fosse nosso agro, o País estaria paralisado economicamente. Vamos aproveitar esse momento para dizer como a gente pode contribuir ainda mais”. Essa é a visão do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, sobre a importância de debater temas relevantes à agricultura e pecuária brasileira durante o Fórum do Agronegócio 2018, que acontece em Londrina, no dia 9 de abril. Em ano de eleições, a terceira edição do evento reunirá lideranças de vários segmentos do setor para discutitr o tema “O protagonismo do agro brasileiro no mundo”. A realização é da Sociedade Rural do Paraná e M.Marchiori.
Participação - Ricken participará do debate “O agronegócio na nova sociedade: implicações e perspectivas para o Brasil”, juntamente com o coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Roberto Rodrigues, será o expositor do debate, e os debatedores Luiz Carlos Correa Carvalho, presidente da Abag; Ana Amélia Lemes, senadora; Alan Bojanic, Representante FAO Brasil; Cleber Oliveira Soares, Diretor de Inovação e Tecnologia Embrapa; e Luiz Gustavo Nussio, Diretor Esalq-USP. O moderador será o jornalista Fernando Lopes, do Valor Econômico.
Definido- O presidente do Sistema Ocepar diz que o protagonismo do Brasil já está bem definido, sendo prova disso “a importância que os mercados estão atribuindo ao Brasil”. “Não num sentido positivo, às vezes até é uma preocupação manifestada por eles. Inclusive que tem nos trazido vários problemas”, explica. Segundo ele, a questão ambiental é um exemplo. “Nenhum país fez o que nós fizemos mas permanece ainda aquela visão que estamos desmatando, queimando. Isso não corresponde à realidade”, afirma.
Mercado internacional- Ricken diz que os concorrentes do Brasil, no mercado internacional, usam essa propaganda negativa para prejudicar comercialmente o país. Países como Europa, Estados Unidos e Austrália, “onde o custo é maior que o nosso”, querem desmerecer a produção brasileira porque ela ocupa os espaços que antes eram deles. “Só as cooperativas brasileiras estão, hoje, comercializando em mais de 120 países. Tudo aquilo que é pressão contrária, é demonstração também da importância que nós temos”, afirma.
Marca - Para ele, a marca Agro Brasil é um trabalho que precisa ser desenvolvido de forma profissional e sistemática, para demonstrar aos mercados interno e externo o que realmente está sendo feito aqui. “Precisamos dizer às pessoas que só usamos 8% do território do país para produzir o que produzimos em grãos, por exemplo”, afirma. Segundo Ricken, isso apenas começou a se mostrado e é preciso intensificar essa divulgação. “Temos que divulgar que nós temos dois terços do país que vão ser reserva florestal para sempre, não vamos desmatar. Isso é uma forma de começar a tirar os argumentos daquelas ONGs que vem ao país muitas vezes financiadas por produtores de fora, até por tradings”, afirma.
Investimento - De acordo com Ricken, existe até um investimento dos outros países - que se preocupam com a concorrência - para que se propague ideias negativas e isso precisa ser revertido positivamente. “Acho que, a nível externo, daria para melhorar muito nossa imagem em cima do Agro Brasil e modernizar as medidas positivas internas, pegar o Agro Mais que o Ministério da Agricultura está desenvolvendo, por exemplo, e ir a fundo, resolver a questão sanitária, de segurança alimentar e outras tarefas internas”, aponta. Outra questão, para o presidente, é desmistificar o urbano e rural. “Hoje não existe mais diferenças entre urbano e rural, temos que buscar o desenvolvimento regional. O agricultor mora na cidade trabalha no campo e vice-versa”, diz.
Conferência - Na programação do Fórum, consta ainda a conferência “O Brasil protagonista de uma nova história no Agro mundial”, com o presidente da Apex Brasil, Roberto Jaguaribe; e o painel “Inovação no Agro e na Agroindústria Brasileira: as demandas mundiais e os desafios na produção sustentável de alimentos”, com os painelistas Marcelo Vieira, Presidente SRB; Alysson Paolinelli, Presidente Abramilho; Marcos da Rosa, Presidente Aprosoja; Paulo Herrmann, Presidente John Deere; Pedro Lopes, Presidente ABCT; Mônika Bergarmaschi, Presidente IBISA; e Luiz Lourenço, Presidente Conselho Administração da Cocamar, com moderação do jornalista Tobias Ferraz, do Canal Terra Viva.
Parceria - O Fórum do Agronegócio 2018 tem como parceiros, desde a primeira edição, ABAG, Esalq-USP, Embrapa, IBÁ (Industria Brasileira de Arvores), ABCZ, UEL, Sistema Ocepar, SRB, assim como os apoiadores o Governo do Estado do Paraná, Emater/Seab e Iapar. A ExpoLondrina 2018 acontece de 5 a 15 de abril, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (Norte do Paraná).
Fonte: Assessoria de Imprensa do evento
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