Publicado em: 01/08/2016 às 07:30hs
Os presidentes também pedem mais investimentos da Copel na infraestrutura de fornecimento de energia elétrica destinada à unidade industrial. A demanda da Frimesa e das cooperativas filiadas foi repassada ao governador do Paraná, Beto Richa, em reunião no início da tarde desta terça-feira (26/07), no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Mais cedo, os presidentes da Frimesa, Primato, Copacol e Copagril, respectivamente, Valter Vanzela, Ilmo Welter, Valter Pitol e Ricardo Chapla, estiveram na sede do Sistema Ocepar. Eles foram recebidos pelo superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, e pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti.
Entraves - Segundo Valter Vanzela, presidente da Frimesa, o objetivo da reunião com o governador Beto Richa foi relatar os entraves que estão dificultando a implantação do projeto do frigorífico de suínos, unidade industrial que terá, em sua primeira fase, capacidade para abater 7 mil suínos/dia. Somente no parque fabril, o investimento inicial é estimado em R$ 500 milhões. “Nossa expectativa é lançar a pedra fundamental da indústria ainda em 2016, com o início do trabalho de terraplenagem. Por enquanto isso não é possível, devido a uma série de obstáculos que estamos enfrentando”, afirmou. “Outro problema que temos que superar é em relação à energia elétrica. Constatou-se que a subestação elétrica de Assis Chateaubriand não comporta instalação industrial e precisa ter ampliação”, disse. De acordo com Vanzela, “é importante manter um diálogo constante com o governo do Estado para que possamos, em conjunto, discutir e fazer os ajustes necessários à implantação desse projeto fundamental para a região, que irá, em sua etapa final, gerar mais de 5 mil empregos diretos”, frisou.
Capacidade - Quando concluído, em sua etapa final, o novo frigorífico da Frimesa será o maior do Brasil, com capacidade para abater 15 mil suínos/dia, ou cerca de mil animais por hora. Segundo Valter Vanzela, ao todo, somando aportes na indústria e na adequação das propriedades, o projeto demandará investimentos estimados em R$ 2 bilhões. Cooperativa central com sede em Medianeira, no Oeste do Paraná, a Frimesa é formada pelas cooperativas Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato. Em 2015, teve um faturamento de R$ 2,23 bilhões, gerando 6.500 empregos diretos. “Para que possamos ampliar a base de produção e espaço no mercado, precisamos crescer na capacidade industrial. Por isso, o investimento no frigorífico é crucial para mantermos nossos indicadores de expansão. Tudo está sendo realizado dentro de um planejamento de ação para os próximos 15 anos”, explicou o presidente. “Vamos construir uma indústria da mais alta tecnologia, produzindo com qualidade e custos menores, o que é fundamental no contexto competitivo atual”, finalizou.
Compromisso - Segundo o presidente da Primato, Ilmo Welter, é importante que as obras do frigorífico sigam o cronograma, pois já estão em andamento os investimentos de cooperativas e cooperados na readequação produtiva para o fornecimento de matéria-prima à indústria. “Acredito que o governador Beto Richa se sensibilizará com as dificuldades que enfrentamos e nos auxiliará a superá-las. Estou aqui para somar forças com os demais dirigentes na busca por uma solução que agilize a implantação desse indústria que trará empregos e desenvolvimento a toda a região Oeste”, afirmou.
Papel - Na opinião do presidente da Copagril, Ricardo Chapla, faz-se necessário que cada participante do projeto do frigorífico cumpra seu papel com agilidade e organização. “As cooperativas, em conjunto com os cooperados, têm planejado o aumento da produção e, automaticamente, temos a necessidade de contar com a indústria para abater e industrializar essa matéria-prima. Há o compromisso do governo do estado em auxiliar na agilidade da implantação da infraestrutura necessária ao projeto”, lembrou.
Impacto - Já o presidente da Copacol, Valter Pitol, destacou o impacto do novo frigorífico para a economia estadual. “Sem dúvida nenhuma, essa nova indústria que será instalada em Assis Chateaubriand será uma grande oportunidade não só para as cooperativas filiadas à Frimesa e seus cooperados, mas também para o desenvolvimento do Paraná. Serão criados inúmeros empregos diretos e indiretos e também a oportunidade de que mais produtores possam vir a participar como fornecedores de suínos ou aumentar suas produções atuais. Por isso é importante termos o apoio do governo do estado neste momento de preparação de toda a infraestrutura do local”, disse.
Aumento - Pitol lembrou que com essa nova indústria de abate da Frimesa, apenas os produtores cooperados da Copacol, que hoje fornecem 25 mil suínos por mês, passarão a entregar mais 60 mil suínos, totalizando ao final do processo 90 mil suínos/mês. “Isso tudo impactará diretamente toda cadeia de produção e consequentemente transferindo mais renda para nossos produtores cooperados”
Fonte: Portal Paraná Cooperativo
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