Publicado em: 27/01/2016 às 20:00hs
O abate de suínos, aves e outros pequenos animais encerrou o ano com um saldo positivo de 5.078 empregos no Estado. Os dados são do Cadastro de Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que mede a diferença entre admitidos e demitidos no período.
Máquinas e equipamentos - Em segundo lugar no ranking ficou o setor de fabricação de máquinas e equipamentos para a prospecção e extração de petróleo, com saldo de 2.453, seguido por atividades de teleatendimento (2.367), apoio à gestão de saúde (2.102) e fornecimento de gestão de recursos humanos para terceiros (1.373).
Espaço - Impulsionado por novos investimentos e pelas exportações, os frigoríficos de frangos e suínos seguiram ganhando espaço mesmo com a desaceleração da economia brasileira. “O setor vem se beneficiando, no mercado interno, da substituição, por parte do consumidor, da carne bovina, que ficou mais cara. Nas exportações, por sua vez, a venda de cortes de frango e suínos tem sido alavancada pelo câmbio, com a supervalorização do dólar”, diz Suelen Glinski Rodrigues dos Santos, economista do Observatório do Trabalho da Secretaria estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social.
Maior produtor e exportador - O Paraná é atualmente o maior produtor e exportador de frango do País. Em 2015, as exportações paranaenses de frango bateram um novo recorde, com avanço de 15% sobre 2014 e totalizaram 1,48 milhão de toneladas. Já as vendas externas de suínos cresceram 43,3%, para 64,4 mil toneladas, na mesma base de comparação.
Novos frigoríficos - O desempenho também vem sendo influenciado pela instalação de novos frigoríficos no Estado. Um levantamento realizado pelo Observatório do Trabalho com dados da RAIS mostra que, entre 2006 e 2014, a quantidade de estabelecimentos para abate de suínos, aves e pequenos animais cresceu 35%, passando de 102 para 138, de acordo com dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) do IBGE.
Desenvolvimento - “Os dados apontam para um desenvolvimento importante do Paraná nesse setor, com grandes frigoríficos concentrando grande parcela dos trabalhadores formais. Em média, a instalação de cada frigorífico representa a geração de 540 empregos”, diz.
Regiões - A maioria dos empregos está concentrada nas regiões Oeste, Norte Central e Sudeste do Estado. Juntas, elas responderam por 76,37% do estoque de empregos do setor.
Efeito multiplicador - O abate de aves e suínos também puxou a geração de empregos em outras atividades. Pelo menos outras três categorias foram beneficiadas pelo vigor da produção dos frigoríficos: comércio varejista de produtos farmacêuticos para uso humano e animal, com saldo positivo de 954 vagas; criação de aves (762); atividades de apoio à agricultura (703).
Cadeia - O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, que reúne os frigoríficos do Estado, calcula que atualmente pelo menos 10% dos empregos no Paraná têm alguma relação, direta ou indireta, com a cadeia da avicultura.
Outros setores – Além da agropecuária, que tem segurado a geração de empregos no Estado, os investimentos da Techint na área de plataforma de petróleo no Litoral e da Klabin na construção de uma fábrica de papel em Ortigueira, nos Campos Gerais, fizeram com que a crise do emprego demorasse um pouco mais para chegar ao Paraná em 2015. “Tivemos até março números positivos, quando outras economias, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, já apresentavam números ruins”. Mesmo assim, o Paraná sentiu o efeito da crise e fechou 2015 com um saldo negativo de 75 mil vagas entre admitidos e demitidos. A agropecuária e a administração pública foram os setores com resultado positivo, com 3.063 e 93 postos de trabalho gerados respectivamente, de acordo com dados do Caged.a
Fonte: Agência de Notícias do Paraná
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