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Fitch eleva ratings da JBS para refletir desempenho esperado após aquisições

A Fitch Ratings elevou os ratings da JBS S.A. na quarta-feira (30), para refletir a forte diversificação geográfica e de produtos da maior processadora de carne do mundo, além de resultados esperados após aquisições realizadas pela companhia, informou a agência de classificação de risco


Publicado em: 06/10/2015 às 09:30hs

Fitch eleva ratings da JBS para refletir desempenho esperado após aquisições

A Fitch considera que as aquisições realizadas pela JBS nos Estados Unidos, Europa e Austrália irão contribuir para cerca de 10% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da empresa em 2016.

“Além disso, a Fitch espera que a companhia apresente forte desempenho em todas as suas divisões em 2015 e 2016”, disse a Fitch, em comunicado.

A Fitch elevou os ratings de emissor (IDR) da JBS, em moedas local e estrangeira, e das notas seniores da companhia para “BB+”, ante “BB”. O rating de escala nacional foi elevado para “AA (bra)”. A perspectiva para todos os ratings é estável.

A Fitch espera que as aquisições da Moy Park, Primo Smallgoods Group e de operações da Tyson Mexico e Cargill Pork aumentem o portfólio de produtos e diversificação geográfica da JBS.

A agência espera que o endividamento da empresa medido por dívida líquida/Ebitda aumente para cerca de 3 vezes ao final de 2015, ante 2,3 vezes em 2014, como resultado das aquisições e da desvalorização do real diante do dólar.

Cerca de 87% da dívida da companhia é em dólar, risco mitigado pelo fato de 84% das receitas da empresa também serem em dólar e porque 100% da dívida da empresa está protegida por mecanismo de hedge.

“A Fitch considera que a estratégia de hedge da JBS no balanço financeiro é agressiva e contribui para o seu perfil de risco global, apesar de ter um recente impacto positivo na alavancagem líquida da companhia”, disse a Fitch.

A Fitch espera que a JBS registre um crescimento de dois dígitos no Ebitda e fluxo de caixa positivo em 2015, impulsionada pela desvalorização do real ante o dólar, pela integração de ativos adquiridos e pelo foco da empresa na eficiência operacional.

Fonte: CARNETEC

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