Publicado em: 30/07/2024 às 09:00hs
Teresina, capital do Piauí, é reconhecida pelo IBGE como o terceiro município com a melhor qualidade de vida nas regiões Norte e Nordeste. A cidade, que se destaca na indústria, também é conhecida por sua contribuição ao setor agropecuário. Localizada na cidade, a Fazenda África, de propriedade de Rossana e Eduardo Aboud, é um exemplo de como o setor pode promover empreendedorismo e desenvolvimento regional.
Após doze anos residindo em diversos países africanos, como Angola, Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Quênia, a advogada e empreendedora Rossana Aboud decidiu retornar ao Brasil com seu marido em 2020. "A pandemia nos fez refletir sobre a importância de estarmos próximos da família e avaliar nosso momento pessoal", explica Rossana.
Com uma sólida experiência em gestão corporativa, o casal contratou um consultor para aprender sobre pecuária de corte e, em 2021, inaugurou a Fazenda África, uma propriedade de 20 hectares. Desde então, o casal começou a compartilhar seu cotidiano no campo por meio das redes sociais. A página da Fazenda África já conta com 20 mil seguidores no Instagram. Em 2023, Rossana foi reconhecida no Prêmio Mulheres do Agro, uma iniciativa da Bayer em parceria com a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio).
Comprometida com a transparência e a educação, Rossana tem investido na divulgação de suas práticas, focando no bem-estar animal e na qualidade da carne. A Fazenda África utiliza técnicas avançadas para a produção de capim, irrigação e manejo sanitário. “A sustentabilidade na Fazenda África é baseada em três pilares: social, econômico e ambiental. Utilizamos água da chuva para otimizar nossa irrigação por gotejamento, o que resulta em economia de recursos hídricos”, destaca Rossana.
Além de compartilhar sua rotina e práticas de gestão nas redes sociais, a Fazenda África promove cursos e eventos voltados para a capacitação e crescimento dos colaboradores, oferecendo um modelo de gestão transparente e oportunidades de desenvolvimento profissional. “Nosso modelo de gestão é aberto e incentivamos a participação dos colaboradores, oferecendo aulas de tratoria e integração com profissionais de outras fazendas”, afirma.
Rossana também se envolveu em iniciativas sociais, como o Prêmio Mulheres do Agro, que reconhece mulheres que se destacam na gestão sustentável de suas propriedades. Ela se inscreveu no prêmio, mesmo sem experiência prévia, e usou a oportunidade para alinhar seu modelo de negócios com práticas recomendadas. “Participar desses projetos me trouxe novas experiências e a oportunidade de integrar iniciativas como o ‘Movimento Mulheres de Fibra’ e o ‘Instituto Cultivar Progresso’”, diz.
Com o apoio dessas iniciativas, Rossana contribui para a construção de uma clínica escolar para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que beneficiará mais de 300 crianças no sul do Piauí. Além disso, participa do Movimento Mulheres de Fibra, que visa promover a transformação social e o desenvolvimento local no município de Sebastião Leal.
"Queríamos mostrar para outras mulheres o que fazemos e ajudá-las a desenvolver suas ideias. A comunicação e o reconhecimento do nosso trabalho são fundamentais para agregar valor ao que fazemos", explica Rossana. Após o sucesso com a Fazenda África, Rossana voltou a se inscrever no Prêmio Mulheres do Agro em 2023, sendo reconhecida na categoria de Pequena Propriedade. "O prêmio trouxe validação pessoal e profissional. Convido outras mulheres do setor a se inscreverem e mostrarem seu trabalho. É uma oportunidade para destacar nossas conquistas e impulsionar nosso desenvolvimento", conclui.
As inscrições para produtoras rurais no Prêmio Mulheres do Agro se encerram na próxima quarta-feira, 31 de julho, e podem ser realizadas por meio do site da premiação
Fonte: Portal do Agronegócio
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