Gestão

Due Diligence é ferramenta fundamental em processos de fusões ou aquisições

Conhecer em detalhes a real situação de uma corporação é o objetivo de um Due Diligence de forma a permitir o gerenciamento das oportunidades e minimização dos riscos em uma negociação


Publicado em: 18/06/2015 às 07:30hs

Due Diligence é ferramenta fundamental em processos de fusões ou aquisições

Com a atual situação do mercado sucroenergético, oportunidades de realizar operações surgem dentro do setor, tais como fusões, aquisições ou incorporações. Quando isto ocorre, fala-se muito sobre a realização de Due Diligence como ferramenta indispensável na concretização de negócios. De origem inglesa, a expressão ‘due diligence’, ou diligência prévia, refere-se a um conjunto de atos investigativos que devem ser realizados antes de uma operação empresarial. Isto ocorre pelo interesse do comprador em ingressar societariamente ou mesmo em adquirir na totalidade a empresa e quer registrar o que de fato está sendo vendido.

Com uma equipe qualificada e altamente credenciada, a Reunion Engenharia realizou mais de 15 trabalhos de Due Diligence na área industrial com os devidos cuidados técnicos nas informações. A tratativa entre as partes é executada com a senioridade adequada nos campos que fazem interfaces com a área produtiva industrial. “Um bom Due Diligence ajuda a garantir a confiabilidade da operação”, disse o CEO Tercio Dalla Vecchia.

Para o engenheiro e diretor técnico da Reunion, Jorge Luiz Scaff, o cerne de um Due Diligence é conhecer em detalhes a real situação de uma corporação para que os riscos atrelados à pretensa operação sejam avaliados e mensurados. “O trabalho realizado pelos técnicos da Reunion consiste em constatar se os equipamentos existem, se a capacidade mencionada é equivalente à declarada e conhecer o estado atual da instalação e suas limitações, sejam físicas ou performance. São verificados, principalmente, os detalhes dos cinco setores fundamentais de uma planta sucronergética. Chamamos estas cinco áreas de G5: a parte de extração de cana, a da geração de vapor, a da geração de energia, de fabricação de açúcar e de etanol”, explicou.

Scaff completou dizendo que a análise também extrapola a condição atual da planta e avalia as possibilidades de ampliação da unidade industrial em termos de moagem, produção de açúcar e etanol e o potencial de geração de energia. Através dessas checagens, é possível traçar um histórico da unidade, uma linha do tempo com as principais alterações ocorridas, analisar os dados sobre a moagem horária, a capacidade da safra, a produção de açúcar, etanol, mix, exportação de energia, caraterísticas tecnológicas e os principais fatos marcantes da companhia.

“Em uma análise de moagem, por exemplo, traça-se a moagem atual e compara-se com a moagem declarada. Se estes dois itens estiverem longe (moagem atual e moagem declarada), pode-se estimar os investimentos necessários para se chegar na capacidade declarada de moagem”, contou Scaff.

Mapeamento e Organograma - Todo o mapeamento da área industrial é entregue ao cliente (investidor) com dados técnicos dos principais equipamentos analisados. A Reunion ainda faz mais. Identifica os chamados ‘vilões da manutenção’, ou seja, relaciona quais equipamentos pararam durante a operação, quais as razões efetivas das paradas e quais soluções foram adotadas. Esta análise pode dizer sobre o investimento real a ser feito, computando o valor do negócio e o que deve ser executado para substituir equipamentos que estejam em fim de vida útil.

Outro diferencial é a apresentação do organograma da planta para representar as relações hierárquicas, a distribuição dos setores, unidades funcionais, cargos e a comunicação entre eles. “Mostramos o quanto o diagrama é fundamental para as organizações, pois além de mostrar a estrutura organizacional da planta, permite inclusive, identificar oportunidades de melhorias e futuras ampliações”, descreveu o engenheiro.

Em síntese, Jorge Scaff resumiu que o cenário atual é um prato cheio para novas fusões e aquisições, principalmente pela escalada do dólar frente ao real. “Com o setor descapitalizado, com usinas endividadas, com orçamentos comprometidos e com perspectivas mínimas de retomadas rápidas, a realização de Due Diligences é uma excelente alternativa para ambas as partes envolvidas, tanto do comprador quanto do vendedor, para que o processo se concretize com segurança. Portanto, o processo de averiguação da ‘saúde’ da empresa é uma forte tendência do mercado e a Reunion tem potencial para auxiliar os investidores interessados nesta tomada de decisão”.

Diagnóstico Industrial x Due Diligence – A diferença do Diagnóstico Industrial (DI) da Due Diligence (DD) é o objetivo. O DI foca em algum item específico que se deseja entender, estudar ou justificar. Já a DD, tem como objetivo descrever de forma realista o empreendimento. A abordagem com relação aos operadores e coordenadores da planta industrial deve ser realizada com critério e positividade para que as informações tenham um valor real.

Outro aspecto importante que o DD envolve é a conferência, lembrou Danilo Piccolo, gestor de Projetos da Reunion. “É imprescindível conferir se os dados de equipamentos existentes e declarados são consistentes. Além disso, verificar se a planta processa o que foi declarado, ou seja, atestar a capacidade e a eficiência da planta. Se necessário, são fornecidos todos os elementos para uma orçamentação completa da planta industrial, com ou sem aumento de capacidade”, finalizou.

Fonte: JSM Comunicação

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