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Custos de produção de suínos e frangos registram nova queda em maio e aliviam pressão sobre produtores

Redução nos gastos com ração impulsiona recuo dos custos de produção em Santa Catarina e Paraná, principais polos da suinocultura e avicultura brasileira


Publicado em: 22/06/2026 às 11:25hs

Custos de produção de suínos e frangos registram nova queda em maio e aliviam pressão sobre produtores

Os custos de produção da suinocultura e da avicultura de corte voltaram a recuar em maio nos principais estados produtores do país. Os dados fazem parte do levantamento mensal realizado pela Embrapa Suínos e Aves e divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), indicando um cenário mais favorável para os produtores diante da redução dos preços dos insumos, especialmente da alimentação animal.

A queda dos custos foi observada tanto na produção de suínos em Santa Catarina quanto na criação de frangos de corte no Paraná, estados que servem como referência nacional para os Índices de Custo de Produção (ICPs) calculados pela Embrapa.

Suinocultura: custo do suíno vivo recua em Santa Catarina

Em Santa Catarina, principal estado produtor de suínos do Brasil, o custo de produção do suíno vivo passou de R$ 6,25 por quilo em abril para R$ 6,23 por quilo em maio, representando redução de 0,37%.

Com isso, o Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) atingiu 356,33 pontos no mês. No acumulado de 2026, entre janeiro e maio, o indicador registra queda de 3,87%, enquanto no comparativo dos últimos 12 meses a retração é de 1,51%.

A alimentação dos animais continua sendo o principal componente dos custos da atividade. Em maio, a ração respondeu por 72,45% das despesas totais da produção de suínos e apresentou recuo de 0,36% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, a redução chega a 2,83%.

Avicultura: custo do frango de corte também diminui

Na avicultura, o Paraná registrou queda de 0,38% no custo de produção do frango de corte em maio. O valor ficou em R$ 4,68 por quilo produzido.

O Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) alcançou 362,13 pontos no período. Apesar da redução mensal, o indicador acumula leve alta de 0,53% nos primeiros cinco meses do ano. Já no comparativo com maio do ano passado, a variação é negativa em 2,05%.

Assim como ocorre na suinocultura, a alimentação representa a maior parcela dos custos da atividade. Em maio, a ração respondeu por 63,03% do custo total de produção do frango de corte e registrou queda de 1,15% no mês. Nos últimos 12 meses, a redução acumulada é de 6,63%.

Queda dos insumos favorece competitividade do setor

A redução dos custos de alimentação tem sido um dos principais fatores para a melhora das margens de produtores integrados e independentes. Com a acomodação dos preços de milho e farelo de soja em determinados períodos do ano, o custo da ração tende a diminuir, refletindo diretamente nos índices de produção de aves e suínos.

Especialistas do setor destacam que o comportamento dos insumos continuará sendo determinante para a rentabilidade das atividades ao longo do segundo semestre, especialmente diante das oscilações do mercado de grãos e do cenário das exportações brasileiras de proteínas animais.

Ferramentas auxiliam gestão das propriedades

Além dos indicadores econômicos, a Embrapa disponibiliza ferramentas gratuitas voltadas à gestão financeira das propriedades rurais. Entre elas está o aplicativo Custo Fácil, destinado a dispositivos Android, que permite ao produtor registrar despesas e gerar relatórios personalizados, incluindo a diferenciação dos custos relacionados à mão de obra familiar.

A instituição também oferece uma planilha específica para cálculo de custos em granjas integradas de suínos e frangos de corte, contribuindo para o planejamento e a tomada de decisão dentro das propriedades.

Estados monitorados

Além de Santa Catarina e Paraná, considerados referências nacionais para os cálculos dos índices de custos, a Central de Inteligência de Aves e Suínos disponibiliza estimativas econômicas para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, ampliando o monitoramento da competitividade da produção brasileira de proteínas animais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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