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Corteva registra queda nas vendas do primeiro trimestre de 2024, mas mantém perspectivas para o ano

Sementes se destacam, mas defensivos agrícolas enfrentam desafios no mercado global


Publicado em: 07/05/2024 às 14:30hs

Corteva registra queda nas vendas do primeiro trimestre de 2024, mas mantém perspectivas para o ano

As vendas líquidas da Corteva no primeiro trimestre de 2024 somaram US$ 4,49 bilhões, uma queda de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas orgânicas também apresentaram um declínio de 6%, atingindo US$ 4,58 bilhões. Apesar do resultado negativo, o diretor executivo da Corteva, Chuck Magro, afirmou que os números ficaram dentro do esperado.

Os lucros GAAP e o lucro por ação das operações contínuas foram de US$ 376 milhões e US$ 0,53 por ação, respectivamente. O EBITDA operacional chegou a US$ 1,03 bilhão, com um lucro operacional por ação de US$ 0,89.

A Corteva reafirmou suas projeções para o ano de 2024, prevendo vendas líquidas entre US$ 17,4 bilhões e US$ 17,7 bilhões, com EBITDA operacional entre US$ 3,5 bilhões e US$ 3,7 bilhões. A estimativa do lucro operacional por ação é de US$ 2,70 a US$ 2,90, enquanto o fluxo de caixa livre deve variar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,0 bilhões. A empresa também planeja recomprar aproximadamente US$ 1,0 bilhão em ações durante o ano.

Desempenho no Segmento de Sementes

No segmento de sementes, a Corteva apresentou um crescimento de 2% nas vendas líquidas, com um aumento de 5% nas vendas orgânicas. O preço subiu 6% globalmente, refletindo uma estratégia bem-sucedida de preços baseados em valor e um mix de produtos favorável. O crescimento do volume na América do Norte, impulsionado por entregas mais altas de milho, foi parcialmente compensado pelo atraso na demanda na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), devido a condições climáticas desfavoráveis.

Chuck Magro destacou que o desempenho positivo no setor de sementes reflete a tecnologia inovadora e a qualidade dos produtos oferecidos, que têm atraído a confiança dos agricultores. Ele afirmou que a empresa continua a investir para oferecer produtos com qualidade, rendimento e valor superiores.

Desafios no Segmento de Defensivos Agrícolas

No entanto, o segmento de defensivos agrícolas enfrentou uma queda de 20% nas vendas líquidas e de 21% nas vendas orgânicas. As reduções no volume foram atribuídas à forte alta no ano anterior, à compra tardia por parte dos agricultores e a problemas de clima e desabastecimento na região EMEA. O preço diminuiu 3% devido à intensa concorrência em várias regiões.

Segundo Magro, a Corteva esperava essas dificuldades no setor de defensivos agrícolas, uma vez que a indústria está lidando com desequilíbrios de estoque em regiões-chave, enquanto os agricultores tendem a comprar mais próximo do momento de aplicação. Ele mencionou que espera crescimento no segundo semestre de 2024, impulsionado por um portfólio diferenciado, produtos biológicos inovadores e estratégias de redução de custos.

As projeções para o resto do ano parecem otimistas, apesar dos desafios iniciais. A Corteva continua a ajustar suas estratégias para se adaptar a um cenário agrícola em constante mudança e buscar crescimento nos próximos trimestres.

Fonte: Portal do Agronegócio

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