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Coamo Investirá Bilhões para Ingressar no Mercado de Etanol de Milho

Maior cooperativa agrícola do Brasil, a Coamo planeja investimento significativo para construir usina de etanol de milho e agregar valor ao produto, buscando resolver desafios na industrialização e aproveitar o crescimento do setor


Publicado em: 27/02/2024 às 14:10hs

Coamo Investirá Bilhões para Ingressar no Mercado de Etanol de Milho

A Coamo, principal cooperativa agrícola do país, anunciou um investimento de R$ 1,6 bilhão para a construção de uma usina de etanol de milho em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná. Com capacidade para produzir 250 milhões de litros de combustível anualmente, a planta está programada para entrar em operação entre o final de 2025 e o início de 2026. O projeto visa ampliar a participação da cooperativa no mercado de etanol de milho, um setor que tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos.

A Coamo, que registrou um faturamento de R$ 30,3 bilhões em 2023, busca gerar mais valor agregado a um de seus principais produtos. Com 31,6 mil cooperados, a cooperativa enfrenta o desafio de industrializar uma grande quantidade de grãos recebidos, principalmente milho. A nova usina não apenas atenderá à demanda crescente por etanol de milho, mas também permitirá a industrialização de uma parcela significativa do milho produzido pelos cooperados da Coamo.

Embora o etanol de cana-de-açúcar lidere a produção local, com expectativas de atingir 27,99 bilhões de litros na safra 2023/2024, o etanol de milho tem ganhado espaço. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que, na safra atual, a produção de etanol de milho alcance 6,05 bilhões de litros, um aumento de 36,3% em relação à safra anterior.

O projeto da Coamo não apenas representa uma entrada estratégica no mercado de etanol de milho, mas também visa solucionar a falta de industrialização do milho recebido. A cooperativa, que movimentou mais de 55 milhões de sacas de milho apenas no ano passado, atualmente consegue industrializar apenas 1% desse volume. A nova usina é projetada para aumentar essa capacidade para 20%, consumindo 10 milhões de sacas de milho por ano.

Além do etanol de milho, a usina também produzirá 180 mil toneladas de DDG (grãos secos de destilaria), um subproduto utilizado na alimentação do gado como substituto do farelo de soja. O presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, destaca que a indústria está planejada para uma possível duplicação em um momento oportuno. O projeto representa um avanço estratégico da cooperativa no setor, alinhando-se às tendências de crescimento e demanda do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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