Publicado em: 03/05/2024 às 12:00hs
A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja do Ministério da Agricultura reuniu-se na terça-feira (30) para debater as estimativas de área plantada de soja e milho no Brasil, bem como a situação atual do mercado doméstico de grãos. Durante a reunião, André Dobashi, presidente da Câmara e também da Comissão Nacional de Cereais, Grãos e Oleaginosas da CNA, ressaltou a importância de alinhar os métodos e dados usados para projetar a produção e a área plantada.
"Estamos começando um diálogo para consolidar dados únicos sobre área e produtividade, a fim de melhorar as previsões oficiais de safra", afirmou Dobashi. Ele citou o projeto Siga/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), uma parceria entre o Sistema Famasul e o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, como exemplo de fonte confiável de dados para estudos diversos. Dobashi também destacou o papel de instituições como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos no fornecimento de estatísticas agrícolas oficiais.
Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, observou que nas últimas duas safras houve divergências nas estimativas de produção de soja no Brasil, o que reforça a necessidade de alinhamento e consistência nos dados. Ele enfatizou que a busca por previsões mais precisas e confiáveis é essencial para dar segurança ao setor produtivo e aos mercados.
A reunião também abordou a Lei de Segurança Alimentar da China. Pedro Rodrigues, assessor de Relações Internacionais da CNA, explicou que a nova legislação chinesa estabelece critérios rigorosos para a produção e circulação de grãos, com o objetivo de aumentar a produção interna e reduzir a dependência de importações.
"Embora a China não consiga se tornar autossuficiente em soja no curto prazo, a nova lei vincula o aumento da produção a uma meta do Partido Comunista da China (PCCh). Isso pode levar a uma desaceleração nas importações à medida que a produção nacional cresce", disse Rodrigues.
Esses debates evidenciam a importância da cooperação e do diálogo entre os diferentes atores do setor agrícola para garantir dados precisos e apoiar decisões estratégicas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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