Publicado em: 22/02/2018 às 08:40hs
Entre os dias 9 e 14, a comitiva brasileira, representada pelo secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), EumarNovacki; por entidades do agronegócio e pelo diretor presidente da CdialHalal, Ali Saifi, estiveram em diversos países asiáticos: Coreia do Sul, Singapura, Indonésia e Malásia para discutirem a abertura de mercado de proteína animal (carnes de frango e bovina). De acordo com EumarNovacki, a meta é atingir 10% da participação do agronegócio brasileiro nas exportações mundiais”.
Em visita a Coreia do Sul, foram discutidos vários assuntos, inclusive os acordos para a exportação de carne bovina com os representantes do Ministério de Segurança Alimentar e Medicamentos da Coreia do Sul e com membros do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. Atualmente, a Coreia do Sul é a terceira maior economia da Ásia e a décima no mundo. Em 2016, a Coreia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil. “Atualmente, o Brasil é o maior exportador de frango, soja, açúcar e café, porém só representamos 6% do mercado coreano. O mercado halal aqui tem uma grande potência. O governo está investindo fortemente neste segmento, exemplos são os restaurantes e supermercados halal. Em torno de 740 mil muçulmanos visitaram a Coreia do Sul no ano passado”, relata Ali Saifi, diretor presidente da CdialHalal.
Em Singapura, toda a missão se reuniu com o Ministro da Agricultura, LimKokThai, e representantes da Autoridade Agroalimentícia do país (AVA) para solicitar mais agilidade na habilitação de plantas frigoríficas brasileiras e atestar a qualidade das carnes exportadas pelo Brasil. Com uma população de 5,6 milhões de habitantes, Singapura é um país que importa muito carnes in natura e somente 3% destas importações pertencem ao Brasil.
Singapura, o principal país da Asean, tem um dos maiores hubs logísticos do mundo. De acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) apontam que o país é o segundo lugar mais conectado do mundo. É um país estruturado com 200 linhas de navegação e links para 600 portos que podem embarcar para 123 países.
“Singapura é um país organizado, respeita muito as culturas e todas as religiões. Para atender a comunidade islâmica, há um órgão governamental chamado MIUS (Conselho Islâmico Religioso de Singapura), que cuida, inclusive, das questões “halal”. O objetivo deste departamento é fazer com que os produtos cheguem aos muçulmanos com qualidade”, ressalta Ali.
Por receber muitos turistas muçulmanos, é muito comum encontrar diversos lugares que oferecem produtos halal. Há bairros islâmicos que os produtos devem ser 100% halal. “Encontrei alimentos halal em vários supermercados, inclusive, importados do Brasil. É um país que oferece muita oportunidade para os empresários brasileiros que querem exportar seus produtos para cá”, esclarece Saifi.
Em seguida, a missão seguiu para Indonésia, considerado o quarto país mais populoso do mundo com 265 milhões de habitantes. Sua população cresce 5% ao ano, o que exige alta produção de alimentos. “Em comparação com a média mundial, a Indonésia tem baixo consumo de proteína. O consumo médio per capita/ano de frango é de apenas 8kg, enquanto a média mundial é de 15 kg. De carne de boi é menos ainda com 2,6 kg per capita/ano, enquanto no mundo são 9 kg. Ou seja, uma grande oportunidade para o Brasil exportar carnes de frango e bovina com certificação halal”, acrescenta Ali Saifi.
Atualmente, o Brasil exporta em média US$ 1,5 bilhão de dólares por ano para Indonésia com complexo de soja (37%), açúcar (25%), algodão (20%) e milho. A Indonésia importa US$ 20 bilhões de dólares ao ano, principalmente trigo, açúcar, complexo de soja, algodão, frutas, carne bovina e milho. O Brasil é considerado o quinto maior parceiro comercial da Indonésia em produtos agroalimentares, exportando, principalmente, farelo de soja, milho, algodão e o segundo maior exportador de açúcar. A Indonésia é o segundo maior importador de animais vivos do mundo, atingindo 600 mil/ano.
De 1998 a 2007, a média de crescimento econômico da Indonésia foi de 4,7% ao ano. O PIB indonésio é de US$ 1 trilhão e com renda per capita em torno de US$ 3.700. O ministro da Agricultura da Indonésia, AndiSulaiman, em reunião realizada, no dia 12 de fevereiro, com o MAPA, representado por EumarNovacki, confirmou que virá em breve ao Brasil para conhecer os métodos de produção de carnes e dos processos halal.
Por fim, na Malásia, Novacki comentou do potencial do Brasil. “Possuímos grande disponibilidade de terra e água para produção. Alimentamos mais de 1,4 bilhão de pessoas no mundo. Nosso grande desafio é produzir cada vez mais alimentos, porque o mundo está crescendo e a demanda aumenta”.
Durante a reunião com o Departamento de Desenvolvimento Islâmico da Malásia (JAKIM) – agência responsável pelos assuntos islâmicos, incluindo a certificação halal na Malásia – a comitiva brasileira discutiu sobre as exigências para viabilizar a habilitação de frigoríficos que foram desabilitados e habilitar outros novos.
Ali Saifi, diretor presidente da CdialHalal, durante reunião com executivos do governo na Malásia.
Em seguida, o vice-ministro da Agricultura da Malásia, Antony Nogeh Anal GumbekNeogh, ressaltou a importância de aumentar o comércio bilateral. “Há uma grande possibilidade e vontade de nosso país importar mais produtos brasileiros e estabelecer termos de cooperação técnica par melhorar a produção”.
Por outro lado, Eumar comentou da importância do mercado malaio para o Brasil. “Da mesma forma que queremos estar aqui com nossos produtos, também gostaríamos de saber quais os produtos de interesse da Malásia para exportarem ao Brasil e a expectativa de habilitar mais plantas frigoríficas para exportação no Brasil. Atualmente, temos 12 estabelecimentos para serem certificados e habilitados “halal””, ressalta.
CdialHalal – é uma referência global em Certificação Halal e mantém parcerias estratégicas com empresas de alimentos de classe mundial. Cresceu focada no seu negócio com atividades relacionadas ao abate de frangos, perus, patos e bovinos, incluindo também produtos industrializados. Saiba mais www.cdialhalal.com.br
Fonte: LN Comunicação
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