Publicado em: 28/09/2015 às 10:00hs
Ofício nesse sentido foi encaminhado nesta semana ao Ministério da Agricultura.
Conforme o CNC, que reúne as principais cooperativas do setor, a medida é necessária por causa da menor capacidade de pagamento dos produtores, que vivenciam substantiva redução de renda e estão sujeitos a ficarem inadimplentes em virtude de duas frustrações consecutivas de safra, da elevação dos custos de produção e dos baixos preços pagos em razão da qualidade do café produzido.
Entre as medidas, o CNC citou a necessidade de suspensão imediata dos vencimentos dos financiamentos de custeio contratados em 2014, com recursos do Funcafé, até que as entidades representativas do setor produtivo (CNC e Confederação da Agricultura e Pecuária - CNA) realizem levantamento sobre a real necessidade de prorrogação dos prazos de pagamento; prorrogação dos financiamentos de custeio do Funcafé, vincendos em 2015, por prazo a ser apontado em estudo em fase de elaboração pelo setor; e garantia de acesso a novos financiamentos pelos cafeicultores a serem beneficiados por essas medidas.
O presidente executivo do CNC, Silas Brasileiro (foto: divulgação CNC), informa em comunicado que o Conselho contratou, com recursos próprios, estudo para levantar o estoque de dívidas da cafeicultura, especificando os estratos de renda e regiões em situação de maior vulnerabilidade. "Esse trabalho já está em andamento e, tão logo seja concluído, apresentaremos para a ministra Kátia Abreu, conforme acordado em audiência no dia 18 de agosto", diz Brasileiro.
De acordo com o CNC, o Ministério da Agricultura já liberou para os agentes financeiros recursos do Funcafé da ordem de R$ 1,297 bilhão, até o dia 10 de setembro. Esse montante corresponde a 33,09% do total contratado pelas instituições até o dia 17 de setembro, que somava R$ 3,920 bilhões.
Fonte: Agência Estado
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