Publicado em: 11/03/2026 às 15:30hs
A regularidade ambiental tornou-se fator decisivo para o acesso ao crédito rural no Brasil. O Cadastro Ambiental Rural (CAR), que registra informações sobre propriedades, ganhou relevância central nas análises feitas por bancos e instituições financeiras, principalmente após o endurecimento das normas ambientais e novas diretrizes do Banco Central.
Segundo Rafael Guazelli, sócio-fundador da Guazelli Advocacia, “o CAR hoje é um elemento determinante na avaliação de risco dos produtores rurais e pode influenciar diretamente a liberação de financiamento”.
O ambiente regulatório do crédito rural mudou nos últimos anos, com foco em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).
Nesse contexto, o CAR passou a ser analisado de forma mais rigorosa e automatizada, o que significa que situações como:
Instituições financeiras têm adotado sistemas de inteligência artificial que cruzam informações do CAR com imagens de satélite atualizadas.
Quando há divergências entre os dados declarados e o que é identificado, como desmatamento recente ou uso irregular da área, a classificação de risco do produtor pode ser afetada, reduzindo a chance de obter financiamento.
Outro desafio que preocupa os produtores é o CAR ativo, mas ainda não homologado pelos órgãos responsáveis.
Com o aumento da demanda por crédito para custeio da safra de 2026, pendências administrativas podem se tornar obstáculos relevantes na relação com bancos, atrasando ou bloqueando a liberação de recursos.
Nesse novo cenário, a regularização ambiental deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a integrar a estratégia financeira da propriedade.
Entre as medidas recomendadas estão:
O planejamento antecipado é essencial: deixar a regularização ambiental para o momento em que o crédito já é necessário pode comprometer a continuidade da produção e o acesso a recursos financeiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
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