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BSCA alerta para impacto de tarifa de 50% dos EUA sobre cafés especiais brasileiros

Preocupação com nova taxação sobre cafés especiais


Publicado em: 31/07/2025 às 11:35hs

BSCA alerta para impacto de tarifa de 50% dos EUA sobre cafés especiais brasileiros

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) expressou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre a importação de cafés especiais do Brasil. A medida foi oficializada nesta terça-feira, 30 de julho, por ordem assinada pelo presidente Donald Trump.

Impacto direto no principal mercado consumidor

Os Estados Unidos são o principal destino dos cafés especiais brasileiros, importando cerca de 2 milhões de sacas por ano. Esse volume representa uma receita anual superior a US$ 550 milhões para o Brasil. A BSCA destaca que a nova taxação pode comprometer severamente esse fluxo comercial.

Consequências para a cadeia global do café especial

Segundo a entidade, a imposição da tarifa pode afetar toda a comunidade internacional envolvida com cafés de qualidade, especialmente Brasil e Estados Unidos — o primeiro, como maior fornecedor global, e o segundo, como maior consumidor desse segmento.

Setor cafeeiro norte-americano também pode ser afetado

A BSCA lembra ainda que a indústria do café nos EUA emprega mais de 2 milhões de pessoas e movimenta cerca de US$ 340 bilhões por ano, o que equivale a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O Brasil é o principal fornecedor de café para essa indústria, o que torna o impacto da tarifa ainda mais relevante.

BSCA defende diálogo para preservar parcerias e empregos

Diante desse cenário, a associação reforça a importância de um diálogo aberto entre os dois países para tentar reverter a taxação. A entidade defende que é necessário preservar os empregos, a geração de renda e uma parceria comercial construída ao longo de décadas entre Brasil e Estados Unidos.

Apelo por uma solução que evite prejuízos ao setor

A BSCA conclui seu posicionamento enfatizando que o diálogo é essencial para proteger não apenas os produtores brasileiros de cafés especiais, mas também a indústria cafeeira norte-americana e, sobretudo, os consumidores dos Estados Unidos, que valorizam a qualidade do café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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