Gestão

Brasil precisa melhores acordos internacionais

Se não fizer isso, "será uma bordoada" em termos de comércio internacional


Publicado em: 14/04/2016 às 20:00hs

Brasil precisa melhores acordos internacionais

Uma das reclamações mais recorrentes da indústria brasileira voltada para exportação é a não realização de bons acordos comerciais do Brasil com os países dos melhores mercados internacionais.

A política externa brasileira dos governos dos últimos anos, tem privilegiado acordos com países economicamente menos importantes e abandonado os que são grandes compradores e pagam mais pelos produtos que o Brasil exporta, principalmente alimentos - grãos e carnes, fundamentalmente.

A diplomacia terceiro-mundista seguida pelo Itamaraty tem feito acordos com mercados de segunda ordem, perdendo os melhores para outros países. Os exportadores resolveram agir e vão pleitear, junto ao Itamaraty, participação na hora do fechamento de acordos internacionais de comércio.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reúne os exportadores de carne suína e de frango, por exemplo, resolveu criar um comitê para colaborar no momento da discussão de acordos comerciais. "As condições internacionais são muito favoráveis para as exportações brasileiras de carnes", diz Francisco Turra, presidente da ABPA. "Nós não podemos perder tal oportunidade, mas devemos conseguir mercados que comprem mais e remunerem melhor."

Segundo Francisco Turra, o Brasil precisa melhorar seus acordos comerciais com os 12 países que, em 2015, constituíram a Parceria Transpacífico - Estados Unidos, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Brunei, Chile, Canadá, Malásia, México, Peru e Vietnã.

Se não fizer isso, "será uma bordoada" em termos de comércio internacional. Ele defende que o Brasil siga uma diplomacia comercial semelhante à do Chile, que mantém acordos com quase todos os países do mundo, indiferente a questões ideológicas. Por isso, inclusive, a ABPA está criando seu núcleo de inteligência competitiva para se envolver nas negociações dos acordos comerciais internacionais.

Fonte: Jornal do Comércio

◄ Leia outras notícias
/* */ --