Publicado em: 26/11/2015 às 17:45hs
Com técnicos e jornalistas em campo, percorrendo o Centro-Oeste, o projeto lança projeção nacional para a oleaginosa e para o milho, culturas que competem por área e determinam como será a temporada 2015/16 no país.
Expansão - A safra de soja promete expansão de 4,9% sobre a última colheita, somando 100,3 milhões de toneladas. Os técnicos da Expedição consideram tendência de aumento na área plantada (3,1%), que deve atingir 32,4 milhões de hectares, e na produtividade (1,7%), estimada em 3,1 mil quilos por hectare. As comparações usam como base os números finais da Expedição Safra de 2014/15.
Cotação - A tendência deve-se à sustentação de cotação 20% acima da praticada no plantio de 2014 para a oleaginosa – hoje paga-se R$ 67 por saca no Paraná – e à rentabilidade menor do milho, cuja produção recua globalmente. O Brasil tende a produzir volume 6,3% menor do cereal na safra de verão, limitando-se a 30 milhões de toneladas. Isso mantendo produtividade em 5 toneladas por hectare. A área é de 6 milhões de hectares – 5,5% menor que a de um ano atrás.
Condições distintas - Dois terços das lavouras de verão foram implantados sob condições distintas, com chuvas no Sul e tempo seco no Centro-Oeste. Nessas duas regiões, as plantadeiras recuperam tempo perdido. No Centro-Norte, onde o plantio começa mais tarde, a expectativa é que haja umidade para que a implantação das lavouras no tempo correto, até meados de dezembro.
El Niño - Os expedicionários conferem, estado por estado, as consequências do El Niño, um dos mais severos já registrados. As chuvas, fartas no Sul e irregulares em outras regiões, interferem no manejo e redesenham a colheita e o escoamento. Confira números projetados de 2015/16 pela Expedição Safra no site em www.agrogp.com.br.
Fonte: Gazeta do Povo
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