Publicado em: 06/12/2023 às 16:10hs
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) enfatiza o papel crucial da agropecuária no multilateralismo climático durante a COP28, em Dubai, liderada pelo ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo. O Brasil apresenta um ambicioso plano de descarbonização, visando a redução de até um bilhão de toneladas de emissões até 2030 e a recuperação de 30 milhões de hectares de pastagens degradadas.
O documento apresentado destaca propostas para que o setor agropecuário continue garantindo a segurança alimentar global, associada à redução das emissões de carbono. O Brasil desempenha um papel central nessas discussões, sendo incontornável em debates sobre segurança alimentar e vital no sequestro de carbono.
A ABAG, em parceria com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), elaborou o "Soluções Climáticas do Brasil para o mundo – Propostas para fortalecer o multilateralismo climático na COP28". O documento destaca a atualização das metas nacionais de redução de emissões, com o Brasil comprometido em reduzir 48,4% até 2025 e 53,1% até 2030, em relação aos níveis de 2005.
O texto defende ações para favorecer a transição energética, aumentar a produção agropecuária de baixo carbono e conservar e restaurar florestas. O mercado regulado de carbono no Brasil, integrado internacionalmente, é proposto como um mecanismo importante para incentivar projetos de redução e remoção de gases de efeito estufa.
A agropecuária é destacada como setor prioritário na adaptação às mudanças climáticas, com a necessidade de incentivos específicos para o desenvolvimento de práticas sustentáveis. A COP28 pode resultar na criação de um plano de adaptação para a agropecuária em 2024, considerando iniciativas como o Plano ABC+ lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 2021.
Além de Roberto Azevedo, a delegação da ABAG inclui representantes do setor, como Eduardo Leão de Sousa (CropLife Brasil), Grazielle Parenti (Syngenta), Liegé Vergili Correia (JBS) e Giuliano Ramos Alves (ABAG). A agenda destaca as soluções climáticas já adotadas pela agropecuária brasileira, fundamentais para impulsionar a economia de baixo carbono no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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