Publicado em: 14/07/2015 às 15:30hs
A "geada negra", em 18 de julho de 1975, decretou a perda definitiva do título de "Capital Mundial do Café" a Londrina. A partir dessa data, os cafezais ficaram mais raros no campo e a soja passou a dominar as lavouras. No entanto, impossível de apagar, o café ainda está presente na identidade da cidade, seja por prédios e avenidas que levam o seu nome ou pela movimentação econômica.
Após aquele período, que levou muitos produtores a investir em outras culturas e até mesmo a se mudar para outras regiões, a cidade teve que se reinventar a partir da consolidação do setor de serviços. Agora, sem menosprezar o passado, também é preciso buscar soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região. No Norte Pioneiro, como aborda a reportagem, a estratégia foi investir em café de qualidade. O trabalho deu certo, tanto que em 2012 o café produzido na região obteve certificação de Indicação Geográfica de Procedência do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual. Somente outras duas regiões produtoras de café do País contam com essa certificação.
Com raízes ainda intimamente ligadas ao agronegócio, Londrina já buscou o título de "Capital Tecnológica da Soja" nos início dos anos 2000. No começo deste mês, veio o slogan "Cidade Genial", que ganhou corpo a partir da consolidação do setor da Tecnologia da Informação e da Comunicação. A região, que vai de Apucarana a Cornélio Procópio, conta com 1.181 empresas, das quais 5% têm faturamento anual superior a R$ 3,6 milhões – crescimento de quatro pontos percentuais em dois anos.
Em referência às lições da geada, a economia regional tem que ser diversificada. As vocações devem ser respeitadas, mas é preciso investir e fortalecer vários segmentos para que a economia não seja dependente de um único setor.
Fonte: Folha Web
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