Clima

Panorama climático para a américa do sul: Análise do Agro Mensal da Consultoria Agro Itaú BBA

Revisão dos padrões meteorológicos e perspectivas para as safras na região


Publicado em: 05/03/2024 às 12:10hs

Panorama climático para a américa do sul: Análise do Agro Mensal da Consultoria Agro Itaú BBA

No início de 2024, o cenário climático na América do Sul apresentou padrões favoráveis, revelando mudanças significativas que influenciam diretamente a agricultura na região, como apontado pelo Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Detalhes sobre as Condições Climáticas

Durante janeiro, o Brasil testemunhou o retorno de chuvas substanciais, com acumulados superiores a 150 mm em diversas partes do país, especialmente no MATOPIBA, destacando-se Bahia, Piauí e Maranhão com volumes acima de 250 mm. Enquanto isso, a Argentina enfrentou uma onda de calor extrema, com mais de 12 dias consecutivos de temperaturas acima de 40°C.

Os maiores volumes pluviométricos concentraram-se nas regiões Sul e Sudeste, além do MATOPIBA, contribuindo para a manutenção ou aumento da umidade do solo nessas áreas. A região Centro-Oeste, em sua maioria, experimentou chuvas regulares, elevando os níveis de umidade do solo, especialmente no centro-norte do Mato Grosso e norte de Goiás, com volumes superiores a 250 mm. Mesmo na região Sul, onde as chuvas foram mais escassas, os níveis de água no solo permaneceram satisfatórios.

Em fevereiro, a Argentina enfrentou recordes históricos de temperatura, atingindo 46°C no norte do país, acompanhado por chuvas abaixo da média, impactando negativamente as lavouras de grãos. No entanto, o final de fevereiro trouxe um padrão mais positivo, com temperaturas dentro da média e o retorno das precipitações, promovendo uma perspectiva mais favorável para a safra argentina.

Previsões e Perspectivas Futuras

As próximas semanas devem registrar maiores acumulados de chuva no MATOPIBA e na região central do Brasil, conforme indicado pela NOAA. A diminuição da força do El Niño sugere uma transição para uma situação de neutralidade no Pacífico, com bons volumes de chuva previstos para o norte do Mato Grosso, parte do Sudeste, Paraná e Santa Catarina.

As projeções a longo prazo indicam continuidade das chuvas no Sul, com destaque para a necessidade de monitorar os reflexos nas áreas paranaenses de milho segunda safra. A transição de El Niño para neutralidade é estimada em 79% entre abril e junho de 2024, enquanto há 55% de chance de La Niña se estabelecer entre junho e agosto. Embora seja cedo para conclusões, a possível mudança para La Niña requer atenção, considerando os impactos históricos desse fenômeno na região Sul do Brasil, Argentina e Paraguai. O último La Niña, entre 2020 e 2023, resultou em secas significativas nessas áreas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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