Publicado em: 25/11/2015 às 15:45hs
Com precipitação alta e previsão de instabilidade para próxima semana, a quantidade de chuvas ainda não influenciou na safra 2015/2016 na região de Umuarama. Conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), alguns pontos de declive apresentaram erosão, porém de forma pontual.
Conforme relatório do Deral de Umuarama, a incidências de chuvas das últimas semanas ainda não apresentaram problemas sérios as culturas e que comprometesse a safra 2015/2016 da região. Conforme o economista Ático Luiz Ferreira, em algumas áreas de declive acentuado com plantação de soja e cana-de-açúcar o Arenito Caiuá apresentou princípio de erosão, porém nada de relevância. “A cana-de-açúcar com maior área plantada apresentou mais erosão”, disse.
O economista ressaltou que por se tratar de plantas jovens a umidade ainda não proporcionou danos relevantes, principalmente na soja. “O medo é de surgimento de doenças, mas mesmo com as chuvas o sol continua aparecendo o que auxilia no combate das pragas. Vamos esperar a próxima semana para colher novos resultados, pois sites meteorológicos ainda preveem chuvas para semana que vem”, ressaltou.
Ainda na safra de soja local, Ferreira ressaltou que 45 alqueires em Brasilândia do Sul vão ser replantadas devido a uma chuva de granizo que danificou a plantação. A plantação de arroz foi uma das mais afetadas com a chuva, com produtores realizando o segundo plantio devido a inundação de área plantada. “No arroz teve inundação, principalmente na área do rio Ivaí, com dois produtores partindo para o segundo replantio”, noticio
Plantio de soja em alta
Outra informação repassada pelo economista do Deral é que a cultura de soja apresenta perspectivas de aumento de área plantada para o próximo ano. Mesmo com o desligamento de 5 mil hectares do município de Terra Boa da regional de Umuarama, a região continua com 168 mil hectare de soja plantada.
O fenômeno se deve ao fechamento da usina de Perobal e a dificuldade de os produtores retornarem para a pecuária. “São áreas de cana-de-açúcar que deixaram de plantar devido fechamento da usina. Porém alguns produtores não conseguiram plantar, por isso acredito que na próxima safra a área de soja deve ser maior. Outros pontos para isso é a elevação do dólar e do preço de venda, ainda existe a dificuldade para voltar para pecuária que necessita de benfeitorias”, explicou Ático.
Fonte: O Ilustrado
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