Publicado em: 18/12/2015 às 12:30hs
O Brasil é hoje o segundo maior produtor de soja do mundo, e o Mato Grosso do Sul, é o estado que mais produz o grão no país. No entanto, a safra 2015/16 na região pode ser afetada pelo excesso de chuvas nas lavouras. A expectativa é de que o estado produza 1,8 milhão de hectares. Porém, cerca de 5% a 10% já apresentam problemas por conta da chuva em excesso.
“Estamos sofrendo com a grande quantidade de chuvas e isso está causando problemas, como o amarelamento das folhas e prejuízo ao florescimento da soja. Em algumas cidades do estado as lavouras chegaram a morrer e não sobrou nada e nem tem como o produtor reverter isso ainda nesta safra”, explica o analista em agricultura da Aprosoja/MS, Leonardo Carlotto Portalete.
A cidade que mais produz o grão no estado é Maracaju e a previsão para os próximos dias na cidade é que a chuva continue. “A tendência é que as pancadas de chuva ocorram até o fim do mês, intercalando períodos de sol com muita nebulosidade. A temperatura deve continuar alta”, relata Bianca Lobo, meteorologista da Climatempo.
Apesar de novembro ser o mês mais chuvoso em Maracaju, com média de chuva entre os 220 mm e 250 mm, até o dia 16 de dezembro já choveu aproximadamente 200 mm no município, ou seja, já choveu 77% da média climatológica. O Mato Grosso do Sul está sob influência do fenômeno climático El Niño e a previsão é que as chuvas continuem em 2016.
“Se as previsões de chuvas se confirmarem podemos perder de 100 mil a 200 mil toneladas de soja. Em janeiro alguns produtores já começam a colheita e se as precipitações continuarem fortes e pontuais podem nem conseguir colher o que foi plantado”, afirma Portalete.
Ferrugem asiática
Um fator que tem preocupado os produtores do Mato Grosso do Sul é a presença da ferrugem asiática. O clima tem muita influência no aparecimento e alastramento da praga. “A ferrugem gosta de umidade e chuva. O solo encharcado e a alta umidade na região colaboram para o proliferação da praga”, explica Portalete.
Até o momento o estado registrou cerca de oito ocorrências do aparecimento da praga, o que é equivalente a 2014. Segundo Portalete, os produtores devem monitorar e fazer o controle químico preventivo contra a praga. No entanto, o excesso de chuvas tem atrapalhado o acesso dos produtores as lavouras.
Fonte: Clima Tempo
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