Publicado em: 31/08/2016 às 09:45hs
Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Daniel Pereira Guimarães, para os próximos meses, espera-se uma alternância para a ocorrência do fenômeno La Niña de fraca intensidade ou então para condições de neutralidade da temperatura das águas do Oceano Pacífico. Ele ressalta que, apesar de o fenômeno La Niña causar uma ligeira diminuição da temperatura, são esperadas tendências de reduções na umidade relativa do ar.
"No momento, a estiagem afeta, severamente, várias regiões do País, causando perdas na produção de alimentos e fortes impactos ambientais, tais como queimadas, baixa umidade do ar e poluição. Além dos impactos já ocasionados na safrinha, para os próximos meses são esperadas severas perdas na pecuária, com sensível redução da qualidade das pastagens. Por isso são recomendadas adoções de procedimentos para minimizar os impactos da estiagem, como racionalização do uso da água, produção de silagens para suplementação alimentar dos rebanhos e mais cuidados com os riscos de queimadas", orienta o pesquisador.
Daniel Guimarães informa que neste ano as regiões mais impactadas com a estiagem são os estados do Espírito Santo, Goiás, Tocantins e partes do Mato Grosso e do sul da Bahia. As regiões normalmente atingidas pela seca, como o Vale do Jequitinhonha, o Norte de Minas Gerais e o interior da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, continuam com estiagem crítica e mais severa do que em condições normais. Estados da região Amazônica, como Pará, Acre e Amapá, também apresentam precipitações abaixo da média e baixa umidade dos solos.
"Os modelos de previsão climática indicam que as condições de pluviosidade deverão permanecer normais ou abaixo da média durante o próximo mês de setembro, indicando uma tendência de prolongamento do período de estiagem", afirma Guimarães. Por outro lado, são esperadas chuvas acima da média entre os meses de outubro e janeiro para as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, configurando excelentes perspectivas climáticas para a próxima safra agrícola, embora os modelos de previsão climática não tenham a mesma precisão dos modelos de previsão de tempo.
A combinação (ensemble) de diversos modelos de previsão climática (NCEP, IRI, NASA, NCAR e modelos canadenses) a partir das condições reinantes em agosto indicou as seguintes tendências para os próximos meses: clique aqui para ver os mapas.
E clique aqui para visualizar o mapa com as áreas mais afetadas pela estiagem no Brasil.
Fonte: EMBRAPA
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