Clima

El Niño tende a perder forças, mas impacto na cana é incerto

Conforme último relatório do Escritório de Meteorologia da Austrália, a atuação do El Niño de 2015/16 alcançou seu auge no final de dezembro e início de janeiro. Agora a probabilidade é que o fenômeno comece a perder forças nos próximos meses


Publicado em: 20/01/2016 às 16:00hs

El Niño tende a perder forças, mas impacto na cana é incerto

Entretanto, seus impactos sobre os canaviais no Brasil ainda estão sendo contabilizados, sobretudo na Região Nordeste, cuja moagem de cana em 2015/2016, afetada pela forte estiagem, pode ser menor do que o esperado. No centro-sul, levantamento da consultoria Datagro estima que entre abril e dezembro de 2015, foram perdidos 49,6 dias de moagem devido às chuvas.

Ainda há também preocupações sobre os canaviais no continente asiático, principalmente na Índia. Mesmo que o ritmo de moagem esteja acelerado neste início de temporada, existe o receio de que a safra 2015/2016 termine mais cedo em decorrência de perdas na produtividade agrícola.

Em suma, a expectativa é de que o El Niño esteja neutralizado no segundo trimestre de 2016, com padrões de chuvas voltando ao normal. O fenômeno se caracteriza no Brasil com seca entre o Centro-Oeste e Nordeste, e chuvas irregulares no Sudeste.

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